Pastor Estevam

Pastor da Primeira Igreja Batista de João Pessoa. Pscicólogo clínico, escritor, conferencista motivacional. Casado com Dra Aurelineide, e pai de Thayse e André.


Mães, todos os dias

Hoje é o dia das mães. Na verdade, todo dia é dia das mães, porque mãe é mãe todos os dias. Não é fácil ser a mesma pessoa todos os dias. Toda rotina é enfadonha. Há pelo menos um dia no qual precisamos ser diferentes, com os papéis invertidos ou esquecidos. Todavia, com as mães isso não acontece, exatamente porque elas são todas iguais, são mães todos os dias.

Diariamente elas acordam, trabalham, sonham, sofrem, choram, sorriem, esgotam-se e se refazem, não por si mesmas, mas por aqueles que, todos os dias, exigem delas algo muito singular: o ser mãe. Esta é a diferença que se repete e se renova constantemente. Filhos são diferentes; mães, são todas iguais.

Todavia, apesar das semelhanças, há entre elas algumas diferenças. Umas sofrem mais, outras menos. Sofrem muito aquelas marcadas pela dor do esquecimento. Esquecidas, ou pelos filhos a quem geraram em amor, ou pelos pais desses filhos, a quem se deram por amor. Elas choram e sofrem simplesmente porque são mães. Talvez não haja na experiência humana uma dor tão cruel quanto a dor do esquecimento.

Sofrem, também, aquelas mães que choram as ingratidões da vida. Do vazio que fica em casa quando os filhos crescem e se vão mundo a fora, sem jamais retornarem. Outras, amargam uma dor profunda por causa da rejeição. A velhice chegou e os filhos as abandonaram. Essas, não raro, derramam suas lágrimas nos corredores frios de um “abrigo” qualquer. Em alguns casos, ao longo da vida, para os filhos veio a glória; para as mães, o abandono.

Algumas mães choram lágrimas amargas, vertidas por causa de uma dor sem igual: da saudade daquele filho que partiu para sempre, deixando no coração da mãe um vazio tão grande, que nada neste mundo poderá preencher.

Para mulheres assim, iguais porque são mães, todavia, diferentes porque sofrem, Jesus Cristo, cuja mãe, Maria, é a mãe mais singular da historia, pergunta com amor: Mulher, porque choras? Somente Ele conhece plenamente o coração das mães, e por isso mesmo pode compreender a dor e as lágrimas que cada uma delas choram todos os dias, muitas vezes num profundo silêncio e solidão.

Como se não bastasse sua singularidade, o amor de mãe é também fonte de inspiração. Em meio a uma existência tão árida, carente de afeto, ternura e doação, as mães se revelam como oráculos do amor. Elas nos inspiram reverencia à vida, renuncia ao egoísmo, gratidão à Deus pelo dom da existência. Por isso mesmo, o amor de mãe, de tão singular, é um amor quase divino. Jesus Cristo, a encarnação do verdadeiro amor, teve uma vida marcada pela doação, renúncia e sacrifício.

Por amor e respeito a essa personagem, Ruy Barbosa chamou a atenção de uma multidão em forma, dizendo: “ajoelhem-se que ai vem uma mulher que é mãe”…!

Diariamente, Deus derrama sobre elas, em forma de presente especial, sua proteção e seu carinho. Deus não as esquece, nem as abandona jamais. “Não te deixarei, nem te desampararei”. Sabe por quê? Porque todas as mães são especiais para Deus. São todas iguais, todos os dias.
Para todas as mães neste dia especial, e para as mães de todos os dias, nas rotinas de suas casas, na dedicação com os seus filhos e na luta pela sobrevivência, sem perderem a doçura do coração de mãe, meus parabéns ! Que Deus-Pai as abençoe, hoje e todos os dias.

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