Lula faz recepção não programada para Dilma após diplomação

A presidente eleita Dilma Rousseff (PT) receberá convidados para um coquetel no Palácio do Itamaraty, após a cerimônia de diplomação na próxima sexta-feira (17), segundo informou a assessoria do Ministério das Relações Exteriores.

De acordo com o Palácio do Planalto, os convites da festa, que não estava programada, são assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela primeira-dama, Marisa Letícia.

Segundo o G1 apurou, a recepção foi organizada a pedido do presidente Lula para receber as pessoas que não conseguirão lugar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde ocorrerá a diplomação de Dilma e seu vice, Michel Temer.

O plenário do TSE, onde ocorrerá a solenidade de diplomação, tem capacidade para apenas 78 pessoas, mas, segundo a assessoria do TSE, foi “ajustado” para receber cem. Outros 110 serão acomodados no auditório do tribunal.

Convidados

Além de dez familiares da presidente eleita e de quatro do vice, foram convidados para a solenidade no TSE 16 indicados a ministros de Estado do governo Dilma que ainda não tomaram posse e 27 governadores eleitos. Desses, 12 não devem comparecer à cerimônia porque serão diplomados no mesmo dia em seus estados.

A lista de escolhidos para assistir à diplomação inclui ainda 14 assessores. Presidentes de 19 partidos e os três líderes do governo – Romero Jucá (PMDB-RR), no Senado, Cândido Vaccarezza (PT-SP), na Câmara, e Ideli Salvatti (PT-SC), no Congresso – também fazem parte da lista.

O cotidiano do esquema de segurança do TSE também ganhará reforço. O motivo é a presença dos chefes dos três poderes – Lula (Executivo), José Sarney (Legislativo) e Cezar Peluso (Judiciário).

Primeira mulher eleita presidente da República, Dilma vai receber o diploma das mãos do presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski. O documento – assinado pelo presidente, ministros do TSE e procurador-geral eleitoral, Roberto Gurgel – é um “comprovante” da Justiça Eleitoral que habilita a presidente eleita e o vice a tomar posse, marcada para o dia 1º de janeiro.

O TSE já cumpriu as duas condições para que a presidente eleita e o vice sejam diplomados: proclamou o resultado das eleições e aprovou as contas de campanha do comitê financeiro e dos candidatos. A prestação de contas foi aceita pelo tribunal, com ressalvas.

Os problemas apontados pela análise técnica das contas não impedem a diplomação, nem a posse dos eleitos. No entanto, eles ainda terão de tomar providências para regularizar os problemas encontrados pelo TSE.

Cerimônia de posse

No dia 1º de janeiro, Dilma toma posse em uma cerimônia que se estende por quase toda a Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O primeiro ato da presidente no dia da posse é um cortejo em carro aberto, às 14h. A bordo do Rolls Royce presidencial, Dilma sairá da Catedral de Brasília, em direção ao Congresso Nacional.

O grupo de trabalho do Itamaraty responsável por coordenar as cerimônias definiu um “cortejo alternativo”, em caso de chuva, para o deslocamento e a chegada ao palácio do Legislativo. Nesse caso, o desfile será feito em carro fechado, e Dilma entrará no Congresso pela Chapelaria (entrada principal do Congresso), que é coberta.

Se o tempo estiver bom, ela subirá a rampa de mármore, onde será recebida pelos presidentes do Senado e da Câmara. É no plenário do Congresso, às 14h30, que ela e o vice-presidente eleito serão empossados.

Por volta de 16h, Dilma volta a desfilar em carro aberto até o Palácio do Planalto. Será recebida às 16h30 na rampa da sede do governo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que transmitirá a ela a faixa presidencial.

Com a faixa, a presidente receberá os cumprimentos dos chefes de Estado e autoridades presentes. Até sexta-feira (10), seis chefes de Estado e de governo e um príncipe já haviam confirmado presença na cerimônia de posse.

Às 17h, Dilma discursará no parlatório, que fica na área externa do Planalto, voltado para a Praça dos Três Poderes. Às 18h30, a presidente oferece um coquetel no Itamaraty para autoridades e missões estrangeiras.

Segundo o Itamaraty, haverá um ensaio das cerimônias de posse a partir do dia 20 de dezembro, provavelmente no final de semana anterior ao evento.


G1

 

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