Luiz Couto quer reforma política contra crimes eleitorais

O deputado Luiz Couto (PT-PB) defendeu em plenário que a reforma política aprove o financiamento público de campanha, o sistema de lista fechada pré-ordenada, respeitando a paridade entre homens e mulheres e obedecendo ao princípio democrático na confecção das listas, como forma de "acabar" com vários tipos de crimes eleitorais. O sistema eleitoral vigente, na avaliação de Luiz Couto, "é indutor de corrupção, pois a lavagem de dinheiro no período eleitoral ocorre de forma ampla e profunda. As organizações criminosas favorecem os seus candidatos com financiamento da campanha através do dinheiro do tráfico de armas e munições, do narcotráfico do roubo de cargas e carros", disse.

"Me associo ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que avalia o sistema político brasileiro como perverso, hipócrita e indutor de corrupção", afirmou o deputado Luiz Couto.

Para Couto, a perversidade do sistema eleitoral tem início na confecção do material gráfico e dos programas que, na sua opinião, "são caríssimos".

"É proclamado que horário político é gratuito, mas todo o processo para confecção dos programas eleitorais é caríssimo. Se o candidato quiser ter um material de propaganda com música pagará no mínimo R$ 5.000,00. Um material gráfico de melhor qualidade custa outro volume de recursos. Carro de som, trio elétrico, adesivos, bandeiras, outdoor pequeno, combustível, pessoal de mobilização é outro rombo no orçamento. Enquanto isso, os financiadores privados de campanhas continuam favorecendo as chamadas caixas-dois ou as malas abarrotadas de dinheiro, bem como de outros recursos que são fornecidos de forma legal por empresas que, após o resultado da eleição, irão cobrar a contrapartida pelas doações", ressaltou o parlamentar petista.

A perversidade, acrescentou Luiz Couto, "continua com o uso do dinheiro público em campanhas de alguns candidatos que também se utilizam de toda a estrutura de prefeituras, de estados e de outros órgãos públicos". Para acabar com essa situação, afirmou Couto, "se faz necessário o estabelecimento do financiamento público exclusivo de campanhas, com estabelecimento do teto para gastos e com a fiscalização permanente da utilização destes recursos".

Outro aspecto citado pelo deputado Luiz Couto são as alianças partidárias que, na sua opinião, são, na maioria, "eleitoreiras e não programáticas".

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