Longe da polêmica, Serra pede orações a evangélicos de SC

Citando um trecho bíblico, Serra referiu-se a Salomão. Frisou que o momento era propício, entre os fiéis, para conquistar inspiração e energia para o desafio de cumprir sua missão.

Na sua fala, o ex-governador de São Paulo destacou o trabalho “extraordinário desenvolvido pelas igrejas evangélicas em todo o Brasil nas questões sociais” e pediu para que trabalhem juntos com o objetivo de transformar o País na “melhor Nação do mundo”.

Após seu pronunciamento em um ginásio lotado, um pastor quebrou o protocolo e sugeriu oração para que Serra obtenha êxito em sua proposta política.

Ele evitou a todo custo polemizar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Já no desembarque no Aeroporto Internacional de Navegantes, distante cerca de 50 quilômetros do local do evento religioso, o tucano esquivou-se de comentar a manifestação do presidente em favor da pré-candidata do PT, Dilma Rousseff. Ele frisou, apenas, que não tinha conhecimento das declarações e, por isso, não faria nenhum comentário.

"Virei novamente"

Questionado em entrevista coletiva, o pré-candidato afirmou que gostaria de contar com o apoio dos evangélicos. “Só faltava eu dizer que não estaria de acordo com esse apoio. Cada um interpretou a ação à sua maneira e essas pessoas certamente vão agir de acordo com a sua consciência. Eu, independentemente de ser eleito, virei aqui novamente no ano que vem”, comentou.

No púlpito, Serra foi recebido pelos três principais candidatos ao governo de Santa Catarina: a senadora petista Ideli Salvatti, a deputada federal progressista Angela Amin e o peemedebista Eduardo Pinho Moreira. Leonel Pavan (PSDB), atual governador de Santa Catarina, recepcionou Serra ao lado do ex-governador Luiz Henrique da Silveira, que licenciou-se do cargo e está em campanha para uma vaga no Senado. O PSDB ainda não definiu candidatura própria para o governo catarinense. Serra afirmou que o PMDB e o PSDB deveriam caminhar juntos na corrida governista do Estado.

Multidão

O 28º encontro internacional de Missões dos Gideões Missionários da Última Hora, que o pré-candidato prestigiou neste sábado, reuniu nos últimos dez dias em Camboriú cerca de 160 mil pessoas.

O evento foi o maior da história do congresso. Pavan sancionou lei estadual que considera a cidade como a capital catarinense das missões.

Estadão
 

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