Lindolfo acusa Daniella de distorcer fatos e falar mal pelas costas

O deputado estadual Lindolfo Pires (DEM), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa da Paraíba, não estava na Casa quando sua colega Daniella Ribeiro (PP) ocupou a tribuna para criticar a condução dele à frente da CCJ. Avisado do teor do pronunciamento, contudo, ele decidiu se dirigir ao plenário para se defender e também atacar. Lindolfo alegou que a inclusão imprevista de dois projetos de interesse do Governo do Estado na pauta da CCJ na última terça-feira teria se dado por falha de um funcionário, que teria esquecido de citar as duas matérias no documento distribuído aos membros da comissão. Ele, contudo, acrescentou que se a parlamentar tivesse lido o texto dos projetos teria esclarecido suas dúvidas:

– Lamentavelmente, querem distorcer uma situação na qual bastaria reconhecer o erro. Nesta Casa, a deputada Daniella quebrou uma praxe: eu nunca falei de nenhum colega pelas costas em quatro mandatos. Sempre assumi olhando diretamente para a pessoa. Eu estava em outra tarefa, em uma homenagem ao Corpo de Bombeiros no Espaço Cultural e tive que vir porque disseram que a deputada estava abordando este assunto. Se ela quer fazer carnaval, não é questão minha. Pode fazer carnaval, são joão, qualquer tipo de festa. Não questiono. O que eu tenho é ética e decência e procuro tratar os deputados com civilidade. Na CCJ, Chica Motta perguntou se o projeto tramitava em regime de urgência. Não cabe a mim ensinar aos outros. Aqui não é Escolinha do Professor Raimundo para eu dizer faça isso ou aquilo. Cada um deve olhar o regimento. O regimento permite e se a CCJ infringiu o regimento, eu dou a mão à palmatória. Vossa excelência tem que ler e analisar o que está em pauta. Não sou eu quem deve dizer se é urgência ou não. Cada um é senhor do seu nariz, faz o que quer e presta contas à sociedade e a seus eleitores.

Depois de Lindolfo, outro membro da CCJ, Janduhy Carneiro afirmou que teria havido um erro do servidor responsável pela redação da pauta. Ele teria esquecido de incluir no texto os dois projetos encaminhados pelo Governo do Estado.

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