Líder do governo quer votar MPs, Orçamento e pré-sal

O líder do Governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou que a pauta de votações para novembro e dezembro deverá ficar restrita às medidas provisórias, ao Orçamento e à complementação do pré-salO termo pré-sal refere-se a um conjunto de rochas no fundo do mar com potencial para a geração e acúmulo de petróleo localizadas abaixo de uma extensa camada de sal. Os reservatórios brasileiros nessa camada estão a aproximadamente 7 mil metros de profundidade, em uma faixa que se estende por cerca de 800 km entre o Espírito Santo e Santa Catarina. Ele pretende ligar nesta segunda-feira para os líderes da oposição "para sentir o pulso" e negociar a votação desses temas.

O fundo social do pré-sal e a regulamentação do modelo de partilha foram citados pela presidente eleita, Dilma Rousseff, entre as prioridades de seu governo e precisam de votação em segundo turno pela Câmara. "Se considerarmos as terças e quartas-feiras, teremos apenas 11 dias de votações, e há mecanismos que facilitam muito a obstruçãoRecurso utilizado por parlamentares em determinadas ocasiões para impedir o prosseguimento dos trabalhos e ganhar tempo. Em geral, os mecanismos utilizados são pronunciamentos, pedidos de adiamento da discussão e da votação, formulação de questões de ordem, saída do plenário para evitar quorum ou a simples manifestação de obstrução, pelo líder, o que faz com que a presença dos seus liderados deixe de ser computada para efeito de quorum. pela oposição, especialmente quando há medidas provisórias. Será um trabalho árduo para contornar os ressentimentos", disse o líder. Em razão do pequeno prazo e das dificuldades políticas, ele admite que os projetos do pré-sal podem ficar para o ano que vem.

Em relação ao prazo, há um outro agravante, na opinião de Vaccarezza, que é o fato de o regimento não permitir sessões deliberativas da Câmara e do Senado quando a Comissão Mista de Orçamento estiver votando. Como a votação do Orçamento é obrigatória para haver recesso parlamentar no fim do ano, o líder admitiu a possibilidade de a comissão funcionar em dias em que tradicionalmente não há sessões deliberativas do Plenário.

Presidência da Câmara  – Vaccarezza reiterou sua disposição de concorrer à Presidência da Câmara no ano que vem, mas salientou que só fará isso se seu nome for consensual na base de apoio ao governo. Como o PT elegeu a maior bancada na Câmara e o PMDB no Senado, o líder sugeriu que os partidos se revezem na ocupação dos cargos de presidente em ambas as Casas, ficando o PT na Câmara e o PMDB no Senado no primeiro biênio, havendo a troca, nas duas Casas, no segundo biênio.

"O assunto da Presidência da Câmara passa por muitas negociações, sendo que a primeira é interna, no PT, pois o partido tem outros postulantes ao cargo, como os deputados João Paulo Cunha (SP), Arlindo Chinaglia (SP), Marco Maia (RS) e Luiz Sérgio (RJ)", disse. Ele acredita que o partido deverá definir seu candidato até o fim deste mês.

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