Justiça eleitoral e PM cercam jurídico do PSB na capital

O escritório jurídico da Coligação Uma Nova Paraíba foi cercado no final da noite deste sábado, 30 de outubro, por policiais militares e fiscais da Justiça Eleitoral. A acusação contra os advogados do PSB é desconhecida e nem houve mandado expedido para a busca, que acabou acontecendo por permissão expressa do coordenador jurídico da Coligação, Ricardo Sérvulo. Desde as 23 horas, uma confusão se formou em frente ao local, na avenida Minas Gerais. Segundo o advogado Ricardo Sérvulo, os policiais chegaram chamando pelo advogado Raoni Vita, integrante da Coligação Paraíba Unida. Depois de permitida a entrada dos fiscais da Justiça Eleitoral, nada foi encontrado, conforme revela o chefe da fiscalização no vídeo feito pelo Parlamentopb.

O presidente licenciado da OAB Paraíba, Odon Bezerra, foi chamado ao local e disse que iria tomar as providências cabíveis pela abordagem feita no final da noite de hoje, sem autorização judicial, aos advogados da coligação de Ricardo Coutinho.

O coronel Américo da Polícia Militar esteve no local, mas se recusou a falar com a imprensa. O secretário adjunto de Turismo, Diego Tavares, e o coordenador jurídico da Coligação Paraíba Unida, Carlos Fábio, que assuimiu a autoria da denúncia, também estavam na frente do comitê jurídico do PSB.

"É lamentável que a Paraíba esteja registrando fatos como esse. Não é a primeira vez e temo que não seja, também, a última. No sábado  passado, houve uma revista ilegal aos nossos advogados em Campina Grande. Ontem, soltaram bombas no nosso departamento jurídico. Hoje, tentaram invadir a sede do jurídico da coligação em João Pessoa sem um mandado judicial. Quem tem que explicar o que está acontecendo é o Governo do Estado e o Alto Comando da Polícia Militar. É curioso que os policiais chegaram à nossa sede chamado pelos advogados do PMDB – disse Sérvulo.

Ele acrescentou que a apuração do fato será cobrada tanto à seccional paraibana da OAB quanto à representação nacional da Ordem dos Advogados do Brasil:

"O que esté em jogo é a democracia e o respeito às prerrogativas dos advogados, além da dignidade da PM, que está sendo usada com fins eleitorais", resumiu.

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