Justiça determina que professores de Sapé retornem ao trabalho

O juiz da 1ª Vara Civil de Sapé, Wladimir Alcibiades Marinho Cunha, decretou a ilegalidade da greve dos servidores da Educação de Sapé e determinou que os professores retornem ao trabalho hoje sob pena de pagar multa diária no valor de R$ 3 mil caso a ordem não seja cumprida. Os professores começaram o movimento grevista no dia 15 de junho, deixando mais de sete mil alunos sem aulas.

Mesmo antes do início da greve, o prefeito da cidade, João Clemente Neto (Democratas), conhecido como João da Utilar, vinha mantendo um diálogo com o corpo docente. No entanto, os professores não aceitaram as propostas apresentadas pelo prefeito, que, para manter o serviço, acionou a Justiça, buscando uma garantia para que os estudantes de Sapé não saíssem prejudicados.

Proposta – Na última rodada de negociação, o prefeito João da Utilar encaminhou ao presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Sapé, Jorge Galdino de Almeida, uma proposta oferecendo 45,8% de reajuste salarial. O prefeito de Sapé afirmou que está abrindo o debate sobre o reajuste, mas reclamou da intransigência dos professores.

O prefeito contou que o reajuste ofertado  (13%), valor superior ao concedido para o salário mínimo, combinado com o compromisso de implementar Plano de Cargos, Carreira e Remuneração  e a realização de concurso público, ainda neste exercício, atendem a quase totalidade dos itens apresentados como pleitos da categoria. Mesmo assim, a Prefeitura entendendo que os salários são modestos e querendo construir um novo dialogo, apresentou uma nova proposta, onde há um reajuste parcelado, antecipando as negociações do ano que vem para tranqüilizar a categoria e mostrar o respeito e conhecimento da importância do trabalho que os professores desenvolvem.

O reajuste ficará da seguinte maneira: 13% baseado no vencimento de abril, para os meses de maio, junho e julho; 15% baseado no vencimento de abril, para os meses de agosto a dezembro; e 27% baseado no vencimento de dezembro a partir de janeiro de 2010. Será, em sete meses, um reajuste real de 48,5%.

Diante da crise financeira mundial da situação de como o atual prefeito encontrou  a Prefeitura da cidade, esta é a proposta mais adequada e foi construída com diálogo, diferente das administrações passadas, quando sequer a categoria era recebida.

João da Utilar enfatizou que a greve é um instrumento extremo, pelas consequências negativas para os alunos e para os próprios professores, pois a legislação federal exige 200 dias letivos, e só teria sentido se não tivesse havido diálogo, transparência e atendimento da maior parte das reivindicações. “Esperamos, firmemente, que a categoria entenda que não queremos lembrar tempos passados, ainda recentes, que para serem recebidos, os profissionais da educação tinham que se acorrentar, pedir ajuda ao Ministério Público, aos Padres, entre outras autoridades da cidade, e mesmo assim não eram sequer recebidos. Agora, temos diálogo e queremos muito chegar ao consenso”, disse.

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