Justiça autoriza acesso à residência e fiscais encontram tecidos laranja

O juiz Alberto Quaresma, da 17.ª Zona Eleitoral de Campina Grande, autorizou no início da noite deste sábado o acesso dos fiscais da Justiça Eleitoral à residência n.º 240 da Rua Major Belmiro, no bairro do São José, em Campina Grande, que estava sendo alvo de fiscalização por parte da Polícia Federal e da Justiça Eleitoral desde o início da tarde. No local, os fiscais encontraram uma grande quantidade de tecido na cor laranja, em processamento de corte.

Segundo informou Júnior Flor, representante da Coligação Paraíba Unida em Campina Grande, que acompanhou todo o trabalho dos fiscais, a Coligação recebeu uma denúncia anônima e resolveu solicitar a fiscalização da Justiça Eleitoral e o trabalho da Polícia Federal. “Nós sabíamos que algo de errado havia na residência e, com o trabalho sério da Polícia Federal e dos fiscais da Justiça Eleitoral, eis que vem à tona o que, de fato, ocorria no interior da casa”, afirmou.

Júnior Flor considerou muito estranho a existência de uma grande quantidade de tecido na cor laranja, que é a mesma cor da campanha do candidato Ricardo Coutinho, da Coligação Uma Nova Paraíba numa residência, um local que não funciona como fábrica de vestimenta ou coisa parecida. “O que dá a entender é que havia, na residência, uma produção de camisas ou bandeiras, de forma clandestina. Mas isso só a investigação da Polícia Federal e da Justiça Eleitoral vai confirmar”, declarou.

Júnior Flor disse que estranha também é a coincidência do material ser encontrado na véspera de uma carreata da coligação. “A Legislação eleitoral proíbe qualquer distribuição de brindes na campanha. Então, se for comprovado que ali estavam sendo confeccionados brindes para a coligação, estará caracterizado o crime. Mas só com a conclusão das investigações isso será possível”.

Outro fato considerado estranho pelo representante da Coligação foi a presença de um grande número de advogados da coligação de Ricardo Coutinho, defendendo a proprietária da residência, que não teve o nome divulgado pela Polícia Federal ou pela Justiça Eleitoral. “Isso leva a entender que realmente há uma ligação entre o tecido e a coligação. Do contrário, porque os advogados estavam defendendo a proprietária?”, questionou.

Confusão  – Após a denúncia de crime eleitoral contra a Coligação Uma Nova Paraíba, que estaria distribuindo dinheiro e cestas básicas em troca de voto nessa residência , um delegado da Polícia Federal e um oficial da Polícia Militar se desentenderam, causando um grande tumulto no local.

O tumulto começou quando policiais militares quiseram averiguar o material aprendido e a PF não permitiu. Um agente da PF acabou sacando sua arma, o que fez com que um Major da PM reagisse e também puxasse seu revólver. Os dois foram levados para prestar depoimentos aos delegados Marcelo Nascimento Bessa e Ricardo Marcelo, na sede da Polícia Federal no município.

 

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