Júlio recebe apoios e lamenta interferência do Governo no Sebrae

“É uma pena que eles ainda não desceram do palanque. Ao invés de dialogar com as federações e sindicatos, o Governo prefere lançar uma chapa dele”. A declaração é do candidato à reeleição, o superintendente do Sebrae Júlio Rafael, que lamentou a interferência do Governo do Estado na eleição da entidade que comanda.  “Lamentavelmente, o governador do Estado, José Maranhão (PMDB), que no dia 31 de dezembro encerra o seu mandato, insiste em partidarizar a disputa”, destacou.

A chapa encabeçada por Júlio Rafael foi registrada pela Federação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Estado (Femipe) e conta com o apoio de outras federações e sindicatos de produtores. Além disso, a candidatura a reeleição de Júlio conta com o apoio da direção nacional do Sebrae e com a simpatia do governador eleito  Ricardo Coutinho (PSB) e do deputado federal petista Luiz Couto.

O atual superintendente disse que está satisfeito com o apoio das federações e sindicatos e que isso é uma forma de reconhecimento do trabalho que desenvolveu nos últimos quatro anos. Ele afirmou ainda ter a certeza de que no dia 28 de dezembro (data da eleição) o Conselho Deliberativo chegará a melhor solução para o Sebrae.

Já a chapa adversária é encabeçada por um secretário do Governo do Estado (Anselmo Castilho) e foi indicada pela Secretaria de Estado do Turismo e Desenvolvimento Econômico, que tem como secretário Diego Tavares, responsável pelo registro do bloco para a disputa da eleição.

Composição das chapas – O bloco indicado pela Femipe é encabeçado pelo atual superintendente do Sebrae Júlio Rafael, tendo Luiz Alberto Amorim como diretor técnico e Ricardo Jorge Madruga como diretor de Administração e Finanças.

A chapa indicada pelo Governo do Estado tem a seguinte composição: Anselmo Castilho para superintendente, Valdey Ventura Paulo para diretora técnica e Rui Cezar Leitão para a Diretoria de Administração e Finanças.

Sobre a Eleição – A eleição do Sebrae da Paraíba será realizada no dia 28 de dezembro. A disputa é decidida por 13 votos, num colégio integrado por representantes dos três bancos oficiais (BNB, Brasil e Caixa Econômica), dois do governo do Estado (Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico e Cinep), Universidade Federal da Paraíba, Sudene, Sebrae Nacional, Fiep, Fecomércio, Fetag, Federação da Pequena e Microempresa e Federação das Associações Comerciais.

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