Jornal do SBT repercute e Funesc abre sindicância no caso do ensaio sensual

O presidente da Fundação Espaço Cultural José Lins do Rego, Maurício Burity, determinou hoje a abertura de uma sindicância para apurar, com a urgência que o caso requer, quando e em que circunstâncias teria ocorrido uma sessão de fotos de nudez de uma garota de programa, no interior do Teatro Santa Roza, para publicação em um site de pornografia na internet. As providências e esclarecimentos do dirigente da Funesc constam de carta enviada aos órgãos de comunicação da Paraíba.

O caso veio à tona ontem à noite no programa Plantão da Cidade, da TV Tambaú, e foi repercutido pelo Parlamentopb. Hoje, o jornal do SBT também noticiou o episódio.

Embora o presidente da Funesc tenha negado a existência da sessão de fotos, o ensaio estava disponível até ontem no site www.coelhinhasdobrasil.com.br, onde a garota de programa Viviane Lemos exibia-se de roupa íntima nos camarotes e sala Vip do teatro. Depois de divulgada a denúncia, as fotos foram retiradas do endereço virtual.

Segue a íntegra da carta do presidente da Funesc a respeito do episódio:
 
“Sobre o Teatro Santa Roza
Aos veículos de comunicação do Estado:
 
A respeito de denúncias veiculadas por alguns meios de comunicação do estado nas últimas horas, gostaria de deixar claro que a presidência da Funesc, bem como a direção do Teatro Santa Roza, não autorizou, em momento algum, fotos de nudez nas dependências do nosso teatro, de modo que, ainda na manhã desta sexta-feira (30), foi aberta uma sindicância para apurar tal fato.
 
Tenho a convicção de que não é prática do atual governo, nem da nossa gestão, abrir as portas de um teatro histórico e importante como o Santa Roza para a realização de ensaios fotográficos de nudez, seja ela feminina ou masculina. De modo que não há provas de que o referido ensaio, feito por uma suposta garota de programa para um site de pornografia na internet, alardeado por uma parte da imprensa local, tenha sido feito sob nossa gestão e com o nosso consentimento.
 
Só tenho a dizer que o esforço do Governo do Estado e da nossa gestão estão focados única e exclusivamente na promoção da arte e da cultura que venham a contribuir com a formação crítica, cultural e social do povo paraibano, bem como na promoção da arte cultivada na Paraíba.
 
E por isso, temos investindo largamente em equipamentos como o Teatro Santa Roza. Em novembro do ano passado, por exemplo, celebramos os 120 anos do Santa Roza com a deferência que o teatro mais antigo de João Pessoa merece.
 
O teatro administrado pela Funesc passou por uma completa revitalização. Pintamos e reestruturamos a fachada do prédio, assim como na climatização e no conforto do interior da casa de espetáculos.
 
Também promovemos festivais – como o Festival de Teatro e Dança, ocorrido no final do ano passado – e esta semana, enquanto a imagem do Santa Roza era atingida, grupos de dança de toda Paraíba puderam mostrar seu valor em mais um festival do gênero.
 
Recentemente, inauguramos uma sala mais ampla, para aulas de dança, onde aproximadamente 350 alunos são iniciados nessa arte. Tomamos tal iniciativa sabendo da importância que o Teatro Santa Roza tem para o fomento e o ensino da arte cênica para novas gerações de artistas paraibanos.
 
Não cabe, portanto, denegrir um patrimônio que é do povo paraibano e que vem sendo cuidado, com zelo, pelo atual governo e pela nossa administração, imputando acusações que não são verdadeiras, não são cabíveis e não podem ser comprovadas. Que, acima de tudo, prevaleçam os fatos contra qualquer acusação jocosa e depreciativa imputada a um equipamento tão nobre como o Teatro Santa Roza.
 
Com apreço,
 
Maurício Navarro Burity
Presidente da Funesc
30 de abril de 2010"

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