Jeová entra na oposição, mas não senta à mesa e nem segue orientação de Gilberto

Com a filiação ao PT na tarde desta segunda-feira, 7, o deputado Jeová Campos passa oficialmente à condição de adversário do governador João Azevêdo (PSB) e ao bloco de oposição na Assembleia Legislativa. Mas, o conflito ideológico existente entre ele e Wallber Virgolino (Patriota) e Cabo Gilberto (PSL) é, aparentemente, maior que a nomenclatura de adversário do governador pode comportar. Numa entrevista concedida na tarde desta segunda ao programa Muito Mais, da Tv Band Manaíra, Jeová afirmou que não tem condições de dialogar com nenhum dos dois parlamentares bolsonaristas na Casa Epitácio Pessoa:

“Eu afirmo que não sento à mesa com Cabo Gilberto nem com Wallber Virgolino pela compreensão que eles têm do funcionamento da sociedade, do autoritarismo que defendem, eu não tenho condições de tratar de política com eles. Existe uma circunstância de que eles estão num front contra João. Eu não vou estar num front contra João Azevêdo, eu vou estar na Assembleia tendo minha postura de votar no que for bom para o povo da Paraíba, de criticar o governo na área que eu entender que deve ser criticado e até defender alguma proposta do governo”, argumentou o parlamentar.

Ele citou uma ação do Governo da Paraíba que merece seu elogio e que é a triagem neonatal ampliada na Paraíba assegurando o diagnóstico precoce de 10 doenças. A Lei Nº 11566, de autoria de Jeová, foi sancionada antes da Lei Federal Nº 5043/2020 e colocou a Paraíba como pioneira nesta iniciativa.

“Na Saúde, eu atribuo uma nota muito avançada ao Governo. Mas, em investimentos, a Paraíba perdeu sua capacidade. Infelizmente, não conseguiu traduzir os recursos em políticas públicas”, acrescentou Jeová.

O deputado enfatizou que não disputará um novo mandato este ano e ao invés disso vai apoiar o prefeito de São José de Piranhas, Chico Mendes.

Oposição – Ao ser questionado se seguirá a orientação do líder da oposição na Assembleia, mais uma vez o deputado foi enfático: “Claro que eu não sigo e nem reconheço ele como líder. Eu pretendo conversar com as deputadas Estela e Cida para que haja um líder do PT na Assembleia. O PSB em 2018 deveria ter feito isso e não ter sumido em meio ao blocão”.

Abaixo, a edição de hoje do programa Muito Mais. A entrevista de Jeová Campos pode ser conferida a partir dos 51m34s.

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