Jeová Campos critica “antipatriotismo e falta de humanidade” de Bolsonaro

“Temos um presidente que se diz patriota, mas só toma medidas que prejudicam o país e o futuro da nação e penaliza os trabalhadores, os mais pobres, a maioria dos cidadãos”. Foi com essa constatação que o deputado estadual Jeová Campos se colocou contra as últimas decisões do governo Bolsonaro. Primeiro pelo veto que o parlamentar considerou “desumano” e “escandaloso” em relação à distribuição gratuita de absorventes íntimos a mulheres em situação de vulnerabilidade e a inserção do produto na cesta básica. Segundo pelo anúncio – novamente – de corte 87% na verba do Ministério da Ciência e Tecnologia.

“Estamos cansados já desse governo que nos envergonha. A bancada de oposição pensa em levar o caso à ONU, inclusive, por achar ultrajante, misógino, o fato. Mais um escândalo de descaso com a população brasileira, com a ciência”, comentou Jeová, acrescentando que ainda se não bastasse o presidente ainda ameaça a população dizendo que o Congresso rejeitar seu veto, os recursos vão sair da Saúde e da Educação. “Que tipo de presidente é esse, que ameaça sua gente ao invés de defendê-la?”, disse Jeová.

Outro golpe duro essa semana, continuou o parlamentar, foi o anúncio de corte na área de pesquisa. O Ministério da Ciência e Tecnologia teve a ameaça de 87% da sua verba cortada, pegando de surpresa pesquisadores que contavam com os recursos para continuar estudos nas mais diversas áreas. “Não é a primeira vez que ele faz isso. Ano passado, as Universidades sofreram com o corte de recursos, estão passando por dificuldades e milhares de bolsistas país afora também. Isso é uma subtração que impossibilita projetos já agendados pelo CNPq. É um golpe que prejudica o desenvolvimento nacional e o futuro desta nação. Como esse presidente se diz tão patriota e ele mesmo prejudica sua nação? Absurdo em cima de absurdo”, afirmou o parlamentar, lembrando ainda a negligência e descaso de Bolsonaro com os brasileiros na pandemia, com o atraso na compra das vacinas, o que, segundo ele, agravou o quadro de mortes no país.

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