Jeová Campos alerta para perigo de “novo golpe” contra a democracia

O deputado estadual Jeová Campos (PSB) repudiou a ação do presidente Jair Bolsonaro, que enviou ontem vídeo via redes sociais, nos quais convoca a população a sair às ruas, no dia 15 de março, em defesa do governo com atos contra o Congresso Nacional. Jeová disse que é preciso se posicionar contrário a esse ato. “Isso é um atentado violento, que Bolsonaro convoca, contra a democracia universal e quem defende a liberdade e as instituições não pode compactuar com isso”, destaca o parlamentar.

O presidente enviou imagens e fotos suas, e os vídeos têm trechos idênticos, como a frase que classifica Bolsonaro como um presidente “cristão, patriota, capaz, justo e incorruptível”. O presidente Jair Bolsonaro pode ter incorrido em crime de responsabilidade, pois ele não pode incitar a população a prejudicar o bom funcionamento dos poderes constituídos Isso é um atentado à democracia. Temos que reagir contra esse ato que é uma quebra dos princípios fundamentais da democracia. Não se pode falar em república sem Judiciário, sem o Congresso. Isso é absurdo”, disse Jeová Campos.

Para o deputado, bem como para outros diversos atores da política nacional, essa é uma tentativa de golpe mascarada de ato popular. “Bolsonaro foi eleito pelo povo, mas existem muitas democracias que lidam com a divergência de modo autoritário e acabam se transformando em uma ditadura. Aqui ele está se utilizando de um meio popular e democrático, que são as manifestações de rua para alcançar seu objetivo que é dissolver o Congresso e concentrar os poderes em suas mãos e dos militares que o cercam”, avaliou o deputado.

O vídeo presidencial pode provocar um pedido de impeachment, com base no artigo 6º da Lei 1.079/1950. O referido vídeo incita a população a “protestar contra o Congresso Nacional, cujas Casas Legislativas representam o Poder Legislativo, um dos pilares da democracia e de um Estado Republicano”. “É uma quebra da ordem, da Constituição. Um novo golpe contra o povo e nós não podemos permitir isso. O poder legitimo emana do povo e não contra ele”, disse Jeová.

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