Jackson Macêdo defende candidatura do PT em João Pessoa

O vice-presidente do diretório do PT de João Pessoa, Jackson Macêdo, defende que seja estabelecido um processo de diálogo de seu partido com o PSB de Luciano Agra com o intuito de formar a chapa para a eleição municipal de 2012. O dirigente acredita que seu partido tem credenciais para ser inserido na disputa e lembrou o fato de a sigla ter tido o deputado federal mais votado pelos eleitores pessoenses (Luiz Couto) e o segundo estadual (Luciano Cartaxo). Jackson ainda revelou dados de uma pesquisa de consumo interno segundo a qual o PT é o partido preferido pelos pessoenses, com 22%. Em segundo apareceu o PMDB, com 9%.

– Queremos participar ativamente deste processo. Em João Pessoa, depois da redemocratização, o PT só não participou da eleição municipal com candidato em 2008, quando apoiamos Ricardo Coutinho. Luiz Couto e Luciano Cartaxo são nomes que devem ser levados em consideração para o debate de 2012. Luiz Couto pela segunda vez foi o federal mais votado de João Pessoa. Cartaxo teve quatro mandatos como vereador e foi o segundo estadual mais votado pela cidade. Hoje, nossa prioridade é o debate com o PSB, mas o partido deve entender que essa discussão não deve ficar apenas na capital paraibana.

Segundo Jackson, cabe ao PT "criar juízo" e "sair do buraco" para poder enfrentar o pleito de 2012:

– Na Paraíba, nos últimos anos, o PT só caiu. Na eleição passada, o PT esteve subserviente a um projeto colocado de Governo do Estado. Queremos tirar o PT do buraco, construir a unidade partidária e fortalecer o partido para as eleições de 2012. Se o partido criar juízo, é protagonista do processo eleitoral de 2012. Se não houver aliança com o PSB, o PT pode lançar candidato próprio. O PMDB e o PSDB têm candidato e se a oposição tem mais de um candidato, acho importante que a situação também tenha. Está muito cedo para esse debate, mas o PSB tem que conversar e criar o tabuleiro com o PT.

Outro tema abordado por Jackson Macedo foi o andamento do governo de Ricardo Coutinho. Ele disse entender que as medidas consideradas duras eram também necessárias ao equilíbrio fiscal, mas fez ressalvas quanto à situação do funcionalismo público:

– O Estado estava pautado por práticas da velha política. É duro, doloroso, mas nos casos de quem têm mais de 5 anos de serviços, devem ser analisados com mais critérios. Apesar disso, o povo precisa entender que na República só tem estabilidade no serviço público quem passou por um concurso. O Governo tem pulso firme e toda nossa solidariedade.

Bancada – Jackson Macêdo também foi chamado a opinar na polêmica recentemente estabelecida entre Júlio Rafael e Frei Anastácio a respeito da postura da bancada estadual. Enquanto o superintendente do Sebrae afirma que os parlamentares petistas não podem ser independentes, exceto, "do samba", o deputado rebateu dizendo que os colegas de bancada não fariam "o carnaval" que Júlio gostaria, dando apoio a Ricardo Coutinho:

– A bancada do PT não é independente. Eles têm feito oposição. Essa estória de independência é coisa para inglês ver. Anísio Maia e Luciano Cartaxo têm conversado mais com a gente. O engraçado é que a base que elegeu Frei Anastácio votou em Ricardo Coutinho. O MST votou em Ricardo. Se fizer um mapa da eleição de Anastácio, verá que a base dele votou em Ricardo. Outra coisa: eu fui acusado de infidelidade partidária, mas Anastácio fez dobradinha com Ruy Carneiro em Sapé. Jeová Campos tinha um comitê com Ruy Carneiro em Cabedelo; o presidente do PT de Campina Grande coordenou a campanha de Nilda Gondim (PMDB). E eu sou infiel? Ninguém pode falar de fidelidade no PT.

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