Ivonete diz que mulheres têm pouco o que comemorar no 8 de março

“As mulheres têm pouco a comemorar em seu dia”. A declaração foi feita nesta sexta-feira, 9, pela vereadora Ivonete Ludgério, em entrevista no programa Ponto a Ponto da TV Itararé. Ela aproveitou para parabenizar as mulheres de Campina Grande pelo Dia Internacional da Mulher, mas ressaltou que há poucos avanços a comemorar e que o universo feminino ainda é marcado por preconceito em todos níveis e setores, por discriminação no trabalho e por violência doméstica.

“Mas, nós mulheres estamos empoderadas. Hoje temos acesso às mesmas oportunidades de trabalho e funções que os homens e nos destacamos profissionalmente como eles. Temos que lutar contra a violência, temos que defender a família e precisamos lutar também por igualdade de remuneração para mulheres e homens no meio privado, assim como já acontece na carreira pública”, frisou a vereadora.

Ela comentou a evolução feminina, citando por exemplo, que uma mulher preside a quarta maior economia do planeta, a Ângela Merkel da Alemanha; a ex-presidente do Chile, a médica Michele Bachellet; a presidente do Supremo Tribunal Federal, a ministra Cármem Lúcia e ainda a procuradora da República, a também ministra Raquel Dodge, ressaltando que assim com estas mulheres tem espaço garantido em nível nacional e internacional, todas as outras podem ter também suas conquistas pessoais e profissionais de forma igualitária como os homens.

Ivonete Ludgério relembrou o início da carreira política, citando a trajetória de sua mãe, que foi vereadora dos municípios de Boqueirão e Barra de Santana, e que quando seu marido, o deputado estadual Manoel Ludgério foi eleito pela primeira vez, ela se tornou sua sucessora política na Câmara de Vereadores de Campina Grande, tendo sido eleita quatro vezes e onde atualmente exerce a função de presidente da Casa de Félix Araújo.

“Uma das minhas bandeiras de vida é que as mulheres devem evoluir como ser político e como ser humano também”, comentou Ivonete.

Ela disse também que já sofreu preconceito e discriminação pelo fato de ser mulher e estar exercendo um cargo que normalmente é exercido por homens, e acrescentou ainda que sua administração na Câmara de vereadores é, e será ao longo do tempo, cada vez mais transparente, através das ferramentas de consulta e controle popular como o portal da Casa, do Sagres e agora com a implantação do SAPL – Sistema de Apoio ao Processo Legislativo – que vai permitir ao cidadão, acompanhar toda a tramitação de matérias legislativas e também a atuação dos parlamentares eleitos pelo povo campinense.

Por fim, a vereadora fez um convite às mulheres campinenses para participar de uma audiência pública na Câmara Municipal, onde serão discutidos os problemas enfrentados pelas mulheres na atualidade. A audiência acontece na próxima terça-feira, dia 13, a partir das 10 horas da manhã.

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