Infarto mata professora paraibana acusada de manter mulher em condição de escravidão

Morreu vítima de um infarto nesta terça-feira, 8, a professora aposentada da Universidade Estadual da Paraíba, Jaldete Soares da Silva. De acordo com informações da família, o velório de Jaldete será realizado nesta quarta-feira (9), no Cemitério Campo Santo Parque da Paz, em Campina Grande, local também onde acontecerá o sepultamento.

Jaldete foi docente na UEPB desde outubro de 1980, chegando à aposentadoria em agosto de 2013. Ao longo de sua carreira contribuiu para a formação de muitos profissionais na área de Jornalismo. Foi ainda colaboradora de alguns veículos de comunicação de Campina Grande, diretora e chefe de departamento do curso de Comunicação Social da UEPB.

Na último dia 2, contudo, a professora foi acusada de manter uma empregada doméstica de 57 anos em condições análogas à escravidão. O Ministério Público do Trabalho (MPT) divulgou o fato, mas não citou o nome dos empregadores. O ParlamentoPB, contudo, apurou que a mulher foi resgatada após 39 anos de trabalho na residência onde Jaldete morava com os pais idosos, no bairro São José em Campina Grande.

A descrição da situação foi feita pelo MPT e dá conta de que a empregada era natural do município de Cuité, região do Curimataú, que era submetida a jornadas exaustivas, sob pressão psicológica e em ambiente insalubre e degradante, onde cuidava sozinha de quase 100 cães. A trabalhadora foi resgatada durante operação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) iniciada no último dia 30 de janeiro e encerrada na quarta-feira (2), com a participação de auditores fiscais do Trabalho, Polícia Federal, Defensoria Pública e Ministério Público do Trabalho (MPT).

 

A casa onde a trabalhadora foi mantida em condições análogas à escravidão fica na mesma rua da Patrulha Maria da Penha e da Associação das Empregadas Domésticas de Campina Grande.

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