Indicação do novo conselheiro tem 15 dias para sanção do Governador

Paulo de Pádua

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Arthur Cunha Lima (PSDB), eleito hoje à tarde como novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), declarou, à imprensa, que já esperava o resultado do pleito. Ele disse que só aceitou disputar o cargo por ter a certeza que todo o grupo estava unido e o apoiaria neste processo.

Arthur Cunha Lima enalteceu a adesão que teve de dois parlamentares da bancada de oposição, a exemplo do deputado Flaviano Quinto (PMDB). “Quinto foi um. E teve outro que votou, mas não interessa”, ressaltou o tucano ao ser questionado pela imprensa qual seria o nome do outro governista que teria votado nele. Arthur agradeceu a todos os deputados, incluindo aqueles que votaram contra e os que justificaram.

Com relação ao seu concorrente, o deputado Trocolli Júnior (PMDB), o presidente da Casa elogiou a postura do peemedebista durante todo o processo. “O deputado Trocolli que fez uma campanha limpa, fez um trabalho à altura da Assembleia, nós não tivemos nenhuma aresta, não tivemos a intenção de ferir um ao outro”, afirmou.

Ao ser questionado também se iria fazer campanha para o ex-prefeito Ricardo Coutinho (PSB) e o ex-governador Cássio Cunha Lima, Arthur foi claro e direto: “Acabou-se política, amigo, a partir de agora. Eu vou até me desfiliar partidariamente. Isso é uma exigência e eu vou adotar a mesma postura dos conselheiros que passaram pela Casa”. Ele assegurou que deixava a vida pública e não iria, mesmo como presidente de um poder, participar da reunião política das oposições, prevista para acontecer no sábado em Campina Grande.

Arthur disse que vai se preocupar, daqui por diante, em arrumar a presidência para poder transferir, nos próximos dias, o cargo ao deputado Ricardo Marcelo (PSDB). Sobre sua base eleitoral, o tucano adiantou apenas que alguns parlamentares já o contactaram para obter espaços para concorrer à Câmara, junto aos prefeitos e as lideranças, que o apoiavam. É o caso dos deputados federais Efraim Filho (DEM), Rômulo Gouveia (PSDB) e Damião Feliciano (PDT), bem como os estaduais, Aguinaldo Ribeiro (PP) e Ruy Carneiro (PSDB).

Rito – Com a votação realizada hoje, cabe à Comissão de Constituição e Justiça redigir o resultado e encaminha-lo ao governador do Estadi para a sanção, que deve acontecer em 15 dias. Caso José Maranhão não sancione, o texto volta à mesa diretora da Assembleia, a quem caberá a promulgação e o ofício da decisão ao Tribunal de Contas. Após informado oficialmente, o TCE tem 60 dias para convocar  o novo conselheiro a tomar posse.

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