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Inaldo prevê participação de Maranhão no Governo de Dilma

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O secretário-chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Inaldo Leitão, fez críticas hoje a membros da equipe de transição do governador eleito Ricardo Coutinho (PSB) que se queixaram de turbulências no repasse de informações a respeito da máquina administrativa estadual. Para ele, alguns auxiliares do socialista "querem ser mais realistas do que o rei".

– Todos precisam entender que é a campanha terminou. É necessário ter um espírito de colaboração. Eu tenho conversado com pessoas do futuro governo que me pedem informações e providências, por exemplo, para a solenidade de posse. O que temos que fazer é, de forma civilizada, colaborar com a nova realidade para que o futuro governo possa se instalar e cumprir os compromissos assumidos durante o período eleitoral. Mas, há pessoas que querem ser mais realistas do que o rei e aí ficam criando dificuldades, algumas com o propósito de prestar este tipo de serviço, que é um desserviço. Querem fazer média e aparecer, se apresentando como essencial e imprescindível ao governador. Essa é a primeira vez que se faz uma transição num governo de ruptura. Não é um governo de continuidade. José Maranhão perdeu a reeleição. Ricardo Coutinho assumirá. Houve uma interrupção no projeto político do nosso grupo, o grupo liderado por Maranhão, mas mesmo assim, ele não só recebeu o eleito, mas constituiu uma comissão para fazer a transição. É um gesto inédito na Paraíba porque normalmente o governador entrava na marra, sem diálogo.

Inaldo lembrou que quando foi convidado pelo ex-governador Ronaldo Cunha Lima para compor a equipe de auxiliares, em 1990, não houve transição porque o clima político não permitia esse tipo de entendimento.

– Está havendo uma mudança de cultura na Paraíba para que o Estado possa se unir em todos os momentos em que se precise dessa união entre governador, deputados, senadores… – comentou Inaldo.

Ainda sobre a transição, Inaldo afirmou que Ricardo Coutinho é "um privilegiado" ao assumir o governo sucedendo José Maranhão:

– Maranhão deixou estoque de projetos em obras de R$ 2 bilhões. Só um projeto de rodovias supera os 1 mil quilômetros. Então, temos um acervo de obras muito bom que será herdado por Ricardo Coutinho. Isso deve ser objeto do reconhecimento da equipe de transição, que ajudaria mais do que fazendo críticas genéricas. Aracilba Rocha disse que há bons projetos do Governo Maranhão e tem mesmo. Espero que o governador eleito dê continuidade aos projetos para que a Paraíba possa ser mais competitiva e oferecer à população uma vida de mais qualidade. Não adianta querer criar factóides. A Paraíba está equilibrada do ponto de vista fiscal, com as contas em dia. Ricardo Coutinho é um privilegiado ao herdar um governo na situação que o nosso se encontra.

Ao ser indagado se participaria do futuro governo de Ricardo Coutinho, a propósito de ter integrado a equipe de Maranhão e, antes, a de Cássio Cunha Lima, Inaldo respondeu:

– Não pretendo. Não votei nele e não estou arrependido porque tomei a decisão que eu queria tomar. Estou orgulhoso da posição que tomei. Não tive como votar nele por divergências políticas e estou muito feliz por isso. Estou concluindo meu trabalho no governo honrado de José Maranhão e não tenho a menor intenção de conversar com o governador eleito sobre qualquer assunto porque não temos qualquer assunto na nossa agenda.

Maranhão e Dilma – Outro assunto comentado foi a especulação de que o governador Maranhão teria possibilidades de ser convidado a um ministério da presidente eleita Dilma Rousseff (PT). Para Inaldo Leitão, o governador tem condições de ser indicado a um cargo no governo federal.

– O nome dele foi cotado pelo PMDB Nacional e pela bancada da Paraíba pelas credenciais que reuniu ao longo de sua vida pública. Ele tem uma ficha limpa e poderá fortalecer ainda mais o PMDB. Ele tem administrativa de quase 10 anos como governador, foi deputado, senador, presidiu a Comissão de Orçamento do Congresso. É de políticos assim que o Brasil precisa. Mas, ele está muito tranquilo. Ele sabe que esse processo pode dar certo ou pode não dar. Não existem apenas os ministérios, mas estatais que têm importância grande na estrututura organizacional da União. Nós temos que torcer para que ele possa ocupar este espaço. Eu acho que ele vai ser convidado. Não direi para que, mas acho que ele será aproveitado pela presidente porque esse é um desejo do PMDB Nacional.

As declarações foram dadas pela manhã ao jornalista Nonato Guedes na Rádio CBN.

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