Hospital suspende cirurgias eletivas por falta de água em Campina Grande

O Hospital da Fundação Assistencial da Paraíba (FAP), em Campina Grande, anunciou a suspensão, a partir desta quinta-feira (21), das cirurgias eletivas, sendo mantidas apenas as de emergência de natureza oncológica e as obstétricas de emergência.

A decisão ocorre por conta da falta de água que atinge a Rainha da Borborema e mais oito cidades da região desde o dia 15, quando foi registrada uma pane elétrica ocorrida na estação de tratamaneto Gravatá, da Cagepa, na cidade de Queimadas.

Investigação

A Polícia Civil está investigando se a pane foi criminosa ou não. A delegada Juliane Brasil, responsável pelo caso, disse que as investigações foram iniciadas logo após o registro de um Boletim de Ocorrência feito por um funcionário da estação na segunda-feira (18).

Veja nota da FAP na íntegra:

“É de conhecimento público o recente fato acontecido com relação ao abastecimento de água potável à nossa cidade e região, que implicou na redução da disponibilidade do líquido.

No momento do acontecido, tínhamos em nossos reservatórios reservas suficientes para superar o tempo de redução do abastecimento, cuja previsão seria de cinco a sete dias.

Na ocasião a FAP decidiu não reduzir as cirurgias e o serviço de hemodiálise, que estão sendo realizadas normalmente até hoje.

No entanto, tendo em vista que o consumo não está sendo reposto – estamos recebendo água apenas das 14 as 16:30h, mesmo assim, em vazão reduzida – e diante da nova medição realizada hoje, às 16h, nosso estoque – considerando o quadro do momento – é suficiente para mais quatro dias, ou para até domingo, 24.

Diante disso, a FAP resolve suspender as cirurgias eletivas a partir de amanhã, 21, sendo mantidas apenas aquelas de emergência de natureza oncológica e as obstétricas de emergência.

Com relação ao serviço de hemodiálise, todos os atendimentos serão mantidos.
Contando com a compreensão de todos, a FAP reforça o compromisso de bem servir à população paraibana, informando ainda que, caso o abastecimento seja normalizado, retomaremos o ritmo normal desses procedimentos”.

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