Homens precisam ter mais cuidado com a saúde, especialmente do coração

Não é de hoje que se sabe que os homens vivem menos que as mulheres e que, portanto, deveriam ter mais cuidado com a saúde. Na semana passada, foi comemorado o Dia do Homem. A data é celebrada em 15 de julho desde 1992, por iniciativa da Ordem Nacional dos Escritores em 1992, com o objetivo de alertar para a necessidade de conscientização sobre a saúde da população masculina.

A cada três mortes de pessoas adultas no Brasil, duas são de homens. No Brasil os homens vivem, em média, sete anos menos do que as mulheres e têm mais doenças do coração, câncer, diabetes, colesterol e pressão arteriais mais elevadas. Os homens, por exemplos são mais propensos a ter doenças cardiovasculares, a principal causa de morte no Brasil e no mundo.

Tal cenário está relacionado ao perfil e estilo de vida das mulheres, que se cuidam mais, fumam menos, bebem menos e se tratam mais do que os homens. Elas agridem menos seus corpos. Mulher vai ao médico, faz exames e os homens, não.

Além disso, os homens adoecem mais, em geral, porque têm medo de descobrir doenças, não seguem os tratamentos recomendados, acham que nunca vão adoecer e por isso não se cuidam. Associado a isso, eles homens não procuram os serviços de saúde, estão envolvidos na maioria das situações de violência, não se alimentam adequadamente, não praticam atividade física com regularidade e utilizam com maior frequência álcool e outras drogas.

A hipótese aceita por gerontologistas para explicar a vantagem das mulheres está relacionada à diferença entre hormônios femininos e masculinos. Esse efeito antioxidante protegeria as mulheres das doenças cardiovasculares, que são mais comuns em homens e são as principais causas de morte.

Os homens geralmente são mais acometidos do que as mulheres por infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC), arritmia cardíaca e hipertensão arterial. Assim como a obesidade, as causas das doenças cardiovasculares podem ser genéticas, mas o principal motivo são os comportamentos negativos corriqueiros, como a má alimentação, o tabagismo, o colesterol alto e a pressão alta não tratada, dentre outros fatores.

Além disso, a cardiopatia hipertensiva também é mais corriqueira na população masculina. Tal condição leva a alterações anátomo-fisiológicas na função cardíaca como consequência da hipertensão arterial sistêmica, evoluindo com remodelamento cardíaco, com ou sem insuficiência cardíaca congestiva e óbito. Cerca de 50% dos casos de cardiopatia hipertensiva são diagnosticados aos 55 anos de idade ou mais, atingindo principalmente homens a partir dos 40 anos e as mulheres após a menopausa, quando perdem a proteção estrogênica.

Relações sexuais ajudam a proteger o coração

Um estudo publicado recentemente no “American Journal of Cardiology” garante que o sexo não faz bem apenas para o relacionamento. Relações sexuais também ajudam a proteger o coração. Fazer sexo de duas a três vezes por semana pode ter um efeito benéfico para o sistema cardiovascular da ala masculina. Homens com vida sexual menos ativa têm incidência maior de distúrbios como disfunção erétil, o colesterol alto e hipertensão.

Por falar em disfunção erétil, o uso indiscriminado da famosa pílula azul também é prejudicial. A disfunção erétil é um problema que atinge 45% dos homens brasileiros, segundo o Ministério da Saúde. E o uso de medicamento para solucionar esse problema se mostra eficaz em 75% dos casos. Porém, sem indicação adequada e controle, o uso desse fármaco pode trazer graves danos à saúde.

Esse tema, em especial, merece um alerta: homens com ereção normal também costumam usar medicamento a fim de melhorar a performance sexual. O mesmo ocorre com alguns jovens, no início da vida sexual, que fazem o uso de medicamento para disfunção erétil com o objetivo de se sentirem mais seguros. Apesar de auxiliarem nesses casos, é preciso ter cuidado, pois o uso pode estar associado a efeitos colaterais, como dores de cabeça, dores de estômago e musculares, calor e rubor facial, surdez temporária, alteração visual e ainda criar uma dependência psicológica do produto. Todavia o alerta maior é para os pacientes com doenças cardíacas e respiratórias que fazem uso de medicamentos à base de nitrato. A combinação desses dois medicamentos pode causar uma vasodilatação, colocando a vida desses pacientes em risco.

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