Hebert vibra com nocaute em rival que não perdia há 62 lutas: “Sabia que era possível”

O brasileiro Hebert Conceição, campeão olímpico da categoria até 75kg, conquistou a medalha após um nocaute no terceiro round, quando perdia por pontos para o ucraniano Oleksandr Khyzhniak. Após a luta, o baiano explicou que essa não é a sua principal característica de luta, mas era a única opção para levar o ouro contra um rival que não perdia há cinco anos.

– Eu sabia que era possível, mas eu não sou um nocauteador, eu sou mais estilista, mas temos que treinar golpes encaixados, para em situação como essa ter armas e planos. Boxe olímpico é difícil o nocaute, mas era possível, acreditei até o fim, o nocaute veio. Eu tinha perdido dois rounds, mas sabia que em três minutos dava para fazer um nocaute. Se eu tomasse um nocaute, tudo bem, eu já teria perdido mesmo, não interessa. Eu sabia que era possível, não imaginava como seria, não sou um cara nocauetador, achei que ia ser no estilo e elegância, mas o nocaute veio de uma maneira linda, no momento que precisava – disse.

Hebert chegou como um dos candidatos ao pódio na competição. Cabeça de chave número 3, tinha sido bronze no Campeonato Mundial de 2019 e prata nos Jogos Pan-Americanos do mesmo ano, em Lima, no Peru. O título veio contra o cabeça de chave número 1 da competição, o ucraniano Oleksandr Khyzhniak, que não perdia há 62 lutas, desde 23 de junho de 2016.

– O atleta tem um jogo muito difícil de trabalhar, é um cara forte e intenso, ele tem uma ótima forma física. Mas sabia da minha capacidade, treinei muito, levei a sério todo o trabalho feito – disse.

Já atrás na decisão, todos os juízes já davam 20 a 18 para o ucraniano, a única opção de Hebert para vencer a luta era ir para cima e tentar o nocaute no terceiro assalto. E foi o que o brasileiro fez, conseguiu um lindo golpe que levou o ucraniano ao chão.

 

 

 

 

Por GE

Foto: Wander Roberto/COB

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