Cláudia Carvalho

Cláudia Carvalho é editora e diretora do ParlamentoPB, jornalista e radialista, mestre em Jornalismo Profissional pela UFPB


Harrison venceu, mas Kiu surpreendeu na OAB-PB

Harrison Targino foi eleito presidente da OAB-Paraíba para o triênio 2022-2022 numa eleição que foi realizada na quinta-feira, 18 de setembro. O primeiro lugar não foi exatamente uma surpresa. Além de advogado e professor, Harrison é um nome conhecido e respeitado na Paraíba seja por sua carreira na advocacia, na docência ou mesmo na gestão pública onde chegou a ser secretário de uma Pasta delicada como a Segurança Pública no governo de Cássio Cunha Lima.

Mas, pondo à parte a vitória do “professor”, chamou muito a atenção o segundo lugar consistente de Maria Cristina Santiago. Aliás, a própria candidatura dela já foi uma inovaçao em 90 anos de OAB em que uma mulher jamais havia concorrido à presidência. Surpreendente que essa corrida tenha sempre sido disputada apenas por homens.

Na eleição da OAB-PB, Harrison teve 3.027 (41,76%) dos votos, enquanto Maria Cristina Santiago (Kiu) ficou com 2.630 votos (36,28%) e em terceiro o advogado Raoni Vita, que obteve 1.592 votos (21,96%). Detalhe: Kiu venceu em João Pessoa e Campina Grande. A diferença pró Harrison veio do interior.

Deste panorama, podemos extrair alguns recados. O primeiro deles é que a advocacia paraibana tem muita simpatia pela liderança feminina. Daqui para a frente, as advogadas terão mais estímulo para trilhar o caminho aberto por Maria Cristina. O outro: há também um desejo de mudança que não pode ser ignorado no âmbito da OAB-PB.

Sagaz, Harrison já disse que chamará seus adversários para “unificar a OAB”. Deve, certamente, ter especial audição para as vozes femininas na Ordem.

Por fim, outra mensagem que saiu das urnas é que o chute na canela não é bem assimilado entre os eleitores advogados. Depois de uma campanha dura, cheia de ataques que envolveram a menção à Operação Calvário, denúncia de compra de votos e até o ressurgimento de um suposto caso de assédio sexual, viu-se que a pancadaria não rende votos. A massa em que mais se bateu, foi a que mais cresceu e levou a cadeira de presidente.

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