Gilvan prevê racha de Cássio e Cícero e diz que Maranhão tem foco estratégico

O ex-deputado estadual e provável coordenador de campanha do governador José Maranhão (PMDB) à reeleição, Gilvan Freire (PMDB), comentou hoje à tarde, no programa Rede Verdade, da TV Arapuan, o novo pedido de empréstimo encaminhado pelo executivo estadual à Assembleia Legislativa e disse que o governador tem aproveitado o trânsito que tem junto ao governo federal para impulsionar projetos que possam ajudar no desenvolvimento do Estado.

"Maranhão pretende compatibilizar o sucesso que governo Lula faz no país com o sucesso que ele pretende que tenha o governo dele na era Lula. É colocar a Paraíba na era de prosperidade da era Lula. Ele quer captar recursos porque sabe que com os recursos estaduais não é possível fazer muito. Ele precisa buscar recursos externos ao Estado. É o que ele está fazendo. O Governo é uma usinagem de projetos e tem capacidade de chegar bem e interlocução direta com Lula, é agraciado com gestos de boa vontade de muitos ministros e está aproveitando seu prestígio para carrear recursos para o Estado", disse Gilvan.

O ex-deputado também fez profecias para o final de ano e disse que Cássio Cunha Lima deve romper politicamente com Cícero Lucena antes do Natal, ou mais especificamente, no próximo dia 14, quando estão agendadas uma entrevista do ex-governador, depois da convenção dos Democratas: "Cícero já está prevenido. Serão o DEM e Cássio que tomarão uma decisão afinada. Cássio esperou por isso. A demora era só porque ele estava esperando por uma decisão em que ele não fosse uma figura solitária, para que ele não tivesse a responsabilidade de tomar sozinho uma decisão. Está muito claro que a decisão será tomada em conjunto. Ricardo Coutinho acha que terá direito a um Natal mais alegre porque se compõe com dois grupos políticos importantes no Estado, fazendo oposição ao atual Governo e Cícero tem que pensar como sair dessa dificuldade", disse.

Farpas antigas – Em sua entrevista no feriado de Nossa Senhora da Conceição, Gilvan relatou fatos passados de nossa política e disse que as divergências entre Cássio e Cícero são prévias ao fenômeno Ricardo Coutinho. Segundo ele, Cássio tinha críticas à administração do amigo em João Pessoa e se ressentia de ter perdido a eleição para o Governo como resposta do eleitorado da capital a Cícero: "Setores do cassismo dizem que ele perdeu a eleição por causa de Cícero. Ele tem mágoas acumuladas"

Em outro ponto picante da conversa, Gilvan negou ter seguido a orientação do grupo Cunha Lima para enfrentar José Maranhão na eleição para o Governo em 1998: "Pelo contrário. Eu fui num protesto contra a incapacidade deles de reagirem diante de divergências políticas. Eles não têm capacidade de brigar, de escolher caminhos ainda que sejam traumáticos. Romper com o Governo é uma atitude que só toma quem tem muita coragem. Quem for mole e frouxo, não toma".

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