Gervásio nega que a escolha de novas lideranças seja por “ciumeira”

Paulo de Pádua

O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Gervásio Filho (PMDB), negou que a intenção do governador José Maranhão de escolher mais lideranças para a bancada da situação seja para diminuir sua atuação no plenário e na tribuna por conta das eleições proporcionais. Uma fonte peemedebista que não quis se identificar confidenciou ao Parlamentopb que o governador teria sido pressionado por integrantes da base e até da oposição para reduzir as atribuições de Gervásio, por ele ser um candidato à reeleição, e diminuir suas aparições na mídia.

Segundo essa fonte, alguns candidatos e até deputados da base governista estariam insatisfeitos com o desempenho do líder do governo na defesa da administração e influência nas secretarias que teriam lhe garantido até o momento o apoio de mais de 15 prefeitos e o fortalecimento de seu projeto à reeleição.

“Isso não existe. Tenho uma relação extraordinária com todos os colegas. Existem alguns casos pontuais que todo mundo conhece, mas são questões isoladas. Mas o projeto é muito maior do que qualquer questão pessoal. Nosso projeto tem crescido graças a Deus. A credibilidade ao nosso projeto existe. Nós temos muitos amigos apoiando esse projeto. E graças a Deus isso só serve de estímulo”, argumentou.

Gervásio afirmou que já vinha pedindo ao governador Maranhão, ao longo de vários meses, que fizesse a indicação dos vice-líderes do Governo e do PMDB na Casa para que a bancada de sustentação pudesse estar presente, fazendo a defesa da administração e se contrapondo à oposição, nas sessões em plenário e reunião das comissões que, segundo ele, muitas vezes acontecem simultaneamente.

“Hoje mesmo, na reunião da comissão de orçamento para a escolha do novo presidente, eu tive que sair correndo do plenário, onde estava acompanhando os debates, para participar e votar na reunião. Então, se nós tivéssemos um vice-líder hoje nós estaríamos dividindo essas atribuições. A indicação do vice-líder do governo é uma prerrogativa do próprio governador. Já o vice-líder do PMDB é escolhido por nós, parlamentares do partido”, explicou.      

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