Flexibilização do isolamento social na PB reforça papel de entidades e cidadãos

Nas últimas semanas, vários segmentos foram autorizados a retomar as atividades em João Pessoa e outras cidades como parte do plano “Novo Normal Paraíba”. A flexibilização do isolamento social é bem-vinda para a economia, mas os números da doença reforçam a responsabilidade de toda a população, acentuando o papel de entidades e indivíduos contra a disseminação do coronavírus (Sars-CoV-2), para que não haja retrocesso. Atualmente, de acordo com os dados oficiais, há 76.693 casos da covid-19 registrados no estado e 1.727 mortes confirmadas.

Conforme informações do governo do Estado, a retomada das atividades precisa ser feita de forma gradativa e tendo como foco a proteção do indivíduo, que deve passar a viver o “novo normal”. Ou seja, a volta das atividades exige medidas práticas e comprometimento de todos. Esse é o sentimento do supervisor administrativo José Geraldo da Silva, 61 anos, que trabalha na prestadora de serviços Ecos (Espaço Cidadania e Oportunidades Sociais), na capital paraibana. Para ele, o retorno ao trabalho coloca em cena uma nova responsabilidade coletiva. “Estamos mais unidos e comprometidos com a nossa segurança e de toda a equipe. É uma nova etapa repleta de desafios, mas estou confiante de que vamos superar”, diz.

Na Ecos, entidade que atua na Educação da Paraíba por meio de contrato de gestão pactuada, Geraldo da Silva foi o responsável pela definição de protocolos de segurança, que incluiu medidas de distanciamento social e de higienização, visando à retomada dos trabalhos nas sedes de João Pessoa, Campina Grande e Sousa. As medidas abrangem a conscientização dos colaboradores e visitantes bem como novos processos de higienização.

“Os porteiros receberam instruções para orientar o uso da máscara e a higienização frequente das mãos, tanto dos colaboradores como dos visitantes. Além disso, os auxiliares de serviços gerais intensificaram a higienização dos postos de trabalho e das áreas de uso comum, como refeitório e banheiros. Também disponibilizamos pontos de álcool em gel nas sedes, bem como máscaras para colaboradores e visitantes”, explica.

Para evitar possível contaminação pelo coronavírus entre os colaboradores, também foram estabelecidas outras medidas de prevenção na prestadora de serviços, como: afastamento das mesas de trabalho e móveis do refeitório; e rodízio de trabalho, intercalando atividades presenciais e remotas.

Os protocolos adotados fazem com que os funcionários se sintam protegidos. Como é o caso da analista Gisélia Machado, 28 anos. “Essa retomada do trabalho na Ecos tem sido com todas as precauções e medidas preventivas orientadas pelo Ministério da Saúde. Há cuidados na portaria, no local de trabalho e também na hora do almoço. Com isso, todos nós nos sentimos mais seguros”.

SAIBA MAIS – A Ecos é uma entidade sem fins lucrativos, de natureza filantrópica. A instituição foi criada em 1997 a partir da união de profissionais de diversos segmentos da sociedade. Desde 2017, a Ecos desenvolve importantes ações na rede estadual de ensino da Paraíba por meio de gestão pactuada, contribuindo para o aperfeiçoamento da estrutura escolar e pedagógica das 325 unidades assistidas (inclusive em aldeias indígenas), localizadas no Litoral, Agreste e Sertão.

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