Rômulo Soares

Corretor de Imóveis, Administrador de Empresas, Advogado e Jornalista. Pós Graduado em Direto e Processo do Trabalho pela Gama Filho-RJ e Direito Difuso, Coletivo e Ministério Público pela FESMIP-PB. Atualmente Presidente do CRECI-PB.


Financiamento bancário ainda é a melhor opção

O primeiro passo para fazer o financiamento é reunir toda a documentação do imóvel, do comprador e também do vendedor. Esta documentação pode ser consultada nos sites dos bancos que mostram o que é necessário para iniciar o processo de financiamento. Com a documentação em mãos, o comprador deve ir até uma agência ou procurar um dos correspondentes bancários que geralmente são empresas imobiliárias na sua cidade. Eles irão montar o processo e esse será enviado ao banco para avaliação e aprovação.

O prazo para avaliação e aprovação de um financiamento pode variar bastante, indo de alguns dias ou algumas semanas e isto depende dos trâmites da própria agência e também se não houver nenhum problema na documentação apresentada. Eles avaliam tudo. Desde a documentação do comprador, como análise de crédito, até a documentação do vendedor, como a situação dele junto a diversos órgãos, especialmente os órgãos federais, estaduais e municipais e principalmente a avaliação do imóvel. Neste quesito, a análise da documentação do bem é criteriosa e abrange a vistoria de um engenheiro para verificar se ele tem condição de ser financiado.

Se o financiamento foi aprovado, vendedores e compradores serão convocados a irem até a agência ou ao correspondente bancário responsável para a assinatura do contrato de financiamento. Para quem está vendendo, isto significa que após assinado o contrato, ele receberá o dinheiro do agente financiador em aproximadamente 15 a 30 dias que é o período necessário para fazer o pagamento do ITBI na prefeitura e o registro do imóvel no cartório da circunscrição do bem.

No mercado imobiliário, uma notícia provocou otimismo. A Caixa Econômica Federal anunciou a redução do juros e mudanças no financiamento. Taxa de juros menor e percentual de financiamento maior. Essas foram as principais mudanças anunciadas pelo banco para estimular o mercado imobiliário.

Os juros mínimos passaram de 10,25% ao ano para 9% para os imóveis que custem até R$ 800 mil em quase todo o país. Em São Paulo, Rio, Minas e no Distrito Federal, o valor vai até R$ 950 mil. Se o imóvel for mais caro do que isso, a taxa mínima de juros passou para 10% ao ano. A Caixa também vai passar a financiar até 70% dos imóveis usados. Antes, o limite era 50%.

A Caixa Econômica Federal sempre foi referência no mercado imobiliário porque costumava oferecer as menores taxas de juros para o financiamento da casa própria e isso obrigava os bancos privados a também baixarem as suas taxas para concorrer no mercado de crédito. Mas, com a crise econômica e a falta de recursos, a Caixa perdeu espaço. Ela deixou de ser a líder no financiamento com recursos da poupança desde novembro de 2017 e pelo quarto mês seguido. Mas o banco público ainda é o primeiro na concessão de crédito imobiliário como um todo.

Um levantamento feito com os cinco maiores bancos do país mostra que a Caixa registrou a maior taxa média de juros nos financiamentos fechados no começo de 2018. As taxas dos financiamentos ainda estão acima da taxa básica de juros, a Selic, que está em 6,75% ao ano, a mínima histórica.

O aumento no teto de financiamento para imóveis usados, por sua vez, vale para contratos pelo SAC – Sistema de Amortização Constante, em que o valor das parcelas cai ao longo do tempo.

Para unidades novas, não houve alteração e o percentual de financiamento foi mantido em 80%.

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