Fechando um ciclo de 9 anos com uma campanha social

Mais ou menos um mês antes do ParlamentoPB completar 9 anos, decidimos que a “festa” teria que ser diferente. Isso até mesmo para marcar um novo momento que se iniciou em 5 de março quando estreamos o novo layout e seções. E pareceu-nos que uma campanha social combinaria direitinho com o que queríamos transmitir: comunicação social não é apenas escrever matérias. A intenção é ter uma contribuição efetiva para a sociedade. Dito isto, era hora de arregaçar as mangas e partir para o trabalho em várias vertentes: a de procurar parceiros e convidá-los a cooperar e a outra, de ir atrás das doações que surgiam, de comprar o que era destinado através de contribuições financeiras e de organizar o evento, tanto no dia 13 (Show Solidário) quanto no dia 29 de abril, quando ambos ParlamentoPB e Vila Vicentina aniversariaram. Nós fizemos 9 e eles, 74. 

Tive conjuntivite e fiquei uma semana, mais ou menos, bem prejudicada. Quantos dias eu parei de articular a festa ou ir atrás de doações? Nenhum. Neste domingo, 29, acordei às 3h45 para fazer sucos de acerola, caju e uva para servir na festa. Mas, obviamente não fui apenas eu quem trabalhou arduamente. Seu Santana, Dona Bete e Érica Santana, amigos tão sinceros e afetuosos que se tornaram minha família, me acompanharam em toda essa jornada com uma solidariedade e empenho que só as grandes almas conseguem. Há ainda algumas pessoas que pediram para não serem citadas porque são “dos bastidores”, mas que tiveram uma dedicação intensa, também trabalharam diuturnamente mesmo doentes, exaustos, mesmo tendo que ir buscar criança na escola, dar expediente, resolver problemas domésticos diversos e que ainda assim mobilizaram colegas na repartição, pais e mães no grupo de WhatsApp da escola e seus contatos nas redes sociais. Em diversos casos, pude perceber que outras pessoas queriam poder fazer parte desse movimento, mas por circunstâncias alheias a seu controle, não podiam. É totalmente compreensível. 

Contudo, em outras situações, ficou claro o quanto é verdadeiro o provérbio árabe. “Quem quer fazer, encontra um jeito. Quem não quer, arranja uma desculpa”. 

Mas, voltando ao que interessa: o domingo foi um dia de comemoração.  

Situação 1: Uma senhora se surpreendeu ao receber um kit de higiene pessoal e perguntou o motivo pelo qual estava recebendo aquele mimo. A funcionária do ParlamentoPB explicou: “Porque estamos presenteando a senhora”. Ela retrucou: “Mas, por que? Não é meu aniversário! Quem mandou?”. Nova explicação: “Nós somos do ParlamentoPB e viemos presentear vocês pelo aniversário da Vila e o nosso”. Com sorriso aberto, ela agradeceu e disse que não costumava ganhar presentes. Achou que tivesse sido algum parente que tinha mandado. 

Situação 2 – A Dailus enviou um camarim de maquiagem para as idosas. Fez fila e houve disputa para o embelezamento patrocinado pelos empresários Kaline e Romero Maia e executado pela experiência e carinho de Kézia Sousa. Dona Dulce, que completará 100 anos no último domingo de maio pediu de presente a maquiagem que Kézia prontamente concedeu. 

Situação 3 – No palco, Onivaldo Júnior e Robson Lima, com almas cheirando a talco como bumbum de bebê, levaram a alegria de cantar a todos nós. Foi nosso show de Jorge Ben Jor particular (“pletora de alegria, um show de Jorge Ben Jor, dentro de nós”). 

Como disse a Marco Lima, presidente da Federação Espírita Paraibana, doar faz mais bem a que dá do que a quem recebe. Agradeço a Deus por, como ensinaram os versos de Frejat, saber dizer ao dinheiro quem é o dono de quem. E por conseguir fazer em alguns momentos pelo outro aquilo que gostaria que fizessem a mim. Eu, que nunca me imaginei muito religiosa, chego à pretensão de pensar que talvez esteja aprendendo alguma coisa. Deus queira!  

O 9 tem um significado que fez muito sentido a todos nós do ParlamentoPB. Encerro este texto com um muito obrigado repetido nove vezes para todos os que acreditaram, ajudaram ou simplesmente nos estimularam. Tem horas que um clichê renova o gás. Segue a descrição numerológica: O número 9 é o final de um ciclo e começo de outro. Este número está associado ao altruísmo, à fraternidade e espiritualidade. O nove representa a realização total do homem com todas as suas aspirações atendidas e seus desejos satisfeitos. Ele é capaz de dedicar-se ao amor universal, incondicional por tudo e por todos”. Vamos aos 10 anos com disposição de fazê-los ainda melhores e tendo em mente que servir a quem precisa é uma grande prova de amor! 

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