Exploração sexual infantil e ressocialização de presos são tratados em Pocinhos

O Fórum da comarca de Pocinhos de 1ª Entrância viveu nos últimos dias, uma verdadeira transformação em sua estrutura física. O que antes era sala de audiências, Tribunal do Júri, Sala da Defensoria, Sala dos Oficiais de Justiça, Distribuição e Secretaria, foram todos adaptados para consultório médico, odontológico, consultório de psicologia, atendimento de assistente social, posto de coleta de sangue e até mesmo uma sala de cinema.

Conforme o juiz 2º Juizado Especial Cível de Campina Grande, Antônio Carneiro de Paiva Júnior, idealizador das iniciativas, a mudança visou uma alteração mais profunda da sociedade organizada, focando as atenções ao combate à exploração sexual de crianças e adolescentes e o tratamento dispensado aos apenados.

“Por um lado, um filme acerca da exploração sexual infanto-juvenil foi exibido no Tribunal do Júri para agentes de saúde, conselheiros tutelares, professores, agentes da pastoral da criança e alunos da rede pública. Seguida de uma debate entre os presentes, a exibição comoveu a todos pela dramaticidade das cenas e pela correlação com a lamentável realidade que vivemos”, comentou o magistrado.

Ele disse, ainda, que a população carcerária foi trazida ao Fórum local, onde uma série de ações de cidadania foi desenvolvida com o intuito de demonstrar um olhar mais humanizado e mais digno para com aqueles que se encontram privados da liberdade.

Antônio Carneiro destacou que houve um esforço concentrado de advogados voluntários, o que possibilitou o exame, o encaminhamento de pedidos e a concessão de diversos benefícios aos reeducandos, além da assistência médica, odontológica, assistência social e psicologia, com o corte de cabelos e acoleta de sangue para exames para todos os detentos”, destacou o juiz.

“Tivemos a oportunidade de trazer à reflexão o drama da exploração sexual dos nossos infantes e em outro assistimos de uma forma respeitosa e digna a população carcerária, onde todos os processos de réus presos foram examinados”, revelou Antônio Carneiro. As ações de cidadania desenvolvidas no ambiente forense contribuíram, segundo o magistrado, com o processo de aproximação do Judiciário com o cidadão comum, melhorando a imagem da Justiça local e demonstrando a imensa responsabilidade da prestação jurisdicional.
 

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