Expedito Pereira detona Maranhão, Jota e Marcos Odilon

O ex-deputado estadual Expedito Pereira confirmou hoje sua desfiliação do PMDB. Em uma entrevista concedida ao radialista Célio Alves, no programa Fala, Paraíba, da Rede Tabajara Sat, ele também reiterou as insatisfações com o partido e disse ter sido escanteado pela legenda e pelo ex-governador José Maranhão (PMDB) com quem nutriu uma amizade de décadas. A saída também foi motivada pelo fato de ser ferrenho opositor do prefeito de Bayeux, Jota Júnior (PMDB), que ganhou a queda de braço partidária nas últimas eleições.

– Não há mais como ter uma convivência saudável dentro do PMDB. A direção estadual nunca tomou uma posição em meu favor, mesmo sabendo que o atual prefeito é um contumaz traidor do partido. Isso vem acontecendo desde a eleição de 2006, depois na de 2008 e novamente em 2010. Nós fomos preteridos nessas ocasiões e nos sentimos compelidos e certos de que não temos o respeito que demos ao partido.

A respeito de Maranhão, Expedito disse que não foi procurado por ele para conversar sobre suas queixas:

– Não fui procurado. Eu também não o procurei porque a eleição de 2010 deixou sequelas e acredito que de minha parte não havia mais condições de procura-lo. Isso me causou muita surpresa e tristeza, mas a vida é assim. Um amor se vai e outro vem. A vida tem decepções e alegrias. Tenho convites de vários partidos: PSB, PPS, PSDB, PDT e estou avaliando. Todos os partidos são da base de Ricardo Coutinho.

Depois de explicitar os dissabores com o PMDB, Expedito confirmou a intenção de ser candidato a prefeito de Bayeux em 2012 e a vontade de conversar com o deputado estadual Domiciano Cabral (DEM) para celebrar uma aliança com seu grupo político:

– Essa possibilidade existe. Estou aberto para articular e quem sabe fazermos uma conjugação de forças. Só não há condições de aliança com Jota Júnior. Esta, está descartada.

Finalmente, Expedito comentou a anunciada candidatura de Marcos Odilon a prefeito de Bayeux e fez duras críticas ao atual gestor de Santa Rita:

– É uma questão inconsequente porque ele sabe que juridicamente não pode. Não sei o que ele está tramando com isto. Talvez lançar o filho dele, Quinto, altamente queimado na região, mas não sei. Ele mesmo não pode ser candidato. Voto, eu acredito que ele não vai ter em Bayeux. Talvez ele queira tumultuar.

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