Estudo aponta aumento de 158% no número de homicídios na PB

O Senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) denunciou na tribuna do senado Federal que o número de homicídios na Paraíba cresceu 158% entre os anos de 2001 e 2009. O discurso, no qual Vital fez a denúncia, foi para fazer um alerta às autoridades sobre o fenômeno da interiorização da violência no País o que, segundo ele, marcou a nova geografia do crime, instaurando novos desafios à política nacional de segurança pública.

“Com o êxodo das metrópoles e o crescimento das médias e pequenas cidades brasileiras, a violência próxima do campo se converteu numa extensão dos conflitos experimentados nas grandes cidades. Na Paraíba, por exemplo, entre 2001 e 2009, os homicídios cresceram 158%”, alertou o Senador.

Ele citou levantamento da Universidade Federal de Campina Grande – UFCG, segundo o qual, de toda a região Nordeste, a única exceção se restringiria a Pernambuco. O levantamento apresentado pelo parlamentar aponta que, nos últimos dez anos, os Estados nordestinos enfrentam um crescimento linear do número de assassinatos, diferentemente do Sudeste, que reduziu os homicídios.

Contrários – Vital do Rêgo pediu que fosse dada uma atenção redobrada às iniciativas públicas e privadas destinadas a desenhar um levantamento mais concreto sobre o alastramento da violência no Brasil. “Enquanto estados como Espírito Santo, Rondônia e Acre tiveram um declínio no número de homicídios na última década, estados como Maranhão, Alagoas e Piauí tiveram um aumento”, ressaltou.

O Senador lembrou ainda que, nos anos de início e fechamento da década, a situação do Brasil permaneceu praticamente inalterada, com taxa de 25,4 homicídios em 100 mil habitantes em 1997 e de 25,2 em 2007. No interior as taxas elevam-se de 13,5, em 1997, para 18,5 em 2007.

“As taxas de homicídio no interior continuam em patamares bem inferiores quando comparadas com as dos centros metropolitanos. Acontece, entretanto, que a velocidade com que a violência se desdobrou nos pequenos e médios municípios se elevou de maneira astronômica na última década”, sinalizou.

Vital sugeriu que, em vez da aposta preferencial em medidas repressivas, compete ao Estado adotar políticas preventivas para evitar o aumento aterrorizante do processo de interiorização da violência do País. “A saída para a redução da violência tem de contar com uma política que prestigie as forças de segurança, valorizando e capacitando nossos policiais enquanto garantidores da paz social, mas não pode esquecer de focar, por exemplo, o combate ao crack como questão de saúde pública”, completou.
 

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