Estudantes do curso de Medicina da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) realizaram, na manhã desta segunda-feira (9), um protesto no Campus I, em João Pessoa, para denunciar problemas no internato médico e cobrar mudanças na estrutura do curso.
A mobilização ocorreu em frente ao Centro de Ciências Médicas da instituição. Entre as principais reivindicações dos estudantes estão o atraso no calendário acadêmico e a superlotação nos campos de prática do internato, etapa final da graduação.
Segundo os alunos, a situação seria reflexo de medidas adotadas durante a pandemia de COVID-19, que provocaram um atraso no calendário. Com isso, a duração média do curso, que antes era de cerca de seis anos, passou para aproximadamente sete anos.
De acordo com os estudantes, o atraso tem provocado a retenção de turmas e a entrada simultânea de vários grupos no internato, aumentando o número de alunos nas atividades práticas. Eles afirmam que a superlotação tem prejudicado o aprendizado e pode levar a um colapso na organização do internato.
Outro ponto destacado é a carga horária dessa etapa do curso. Atualmente, o internato corresponde a cerca de 45,5% da carga total da graduação, percentual acima do mínimo de 35% estabelecido pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para cursos de Medicina.
Diante desse cenário, os estudantes defendem a reformulação do projeto pedagógico do curso. A proposta apresentada prevê a redução da carga horária do internato de 3.795 horas para 2.865 horas, mantendo o percentual acima do mínimo exigido pelas diretrizes nacionais.
Até a publicação desta matéria, a Universidade Federal da Paraíba não havia se manifestado sobre as reivindicações dos estudantes.