Estudante vai a júri popular por causar morte de parentes de Zé Ramalho

O estudante João Paulo Guedes Meira será submetido a júri popular, em João Pessoa, por ter ocasionado a morte de três pessoas em um acidente automobilístico, na Avenida Epitácio Pessoa, em maio de 2007. Esse é um dos primeiros casos no Brasil que um réu será levado ao Conselho de Sentença, sob acusação de triplo homicídio culposo, ou seja, sem a intenção de matar.

A sentença de pronúncia foi assinada pela juíza presidente do 1º Tribunal do Júri da Capital, Ana Flávia de Carvalho Dias Vasconcelos. O julgamento deve acontecer em setembro e será realizado mesmo sem a presença de João Paulo, como determina a nova legislação penal.

Conforme a denúncia, o acidente envolveu dois carros e aconteceu por volta das 22h30 de um domingo. Com o impacto da batida, três pessoas, todas parentes do cantor Zé Ramalho, morreram e duas ficaram feridas. Morreram Francisco de Assis Guerra Ramalho, 48 anos; Antonio de Pádua Guerra Ramalho, 56 anos e Mateus Cavalcanti Ramalho, 17 anos, todos da mesma família e ocupantes de um Palio.

Ainda segundo informações dos autos, sofreram ferimentos decorrentes do acidente Roberto Guedes Cavalcanti Neto, Samuel Soares Lavor de Lacerda e Sâmia Soares de Lacerda.

João Paulo Guedes Meira sofreu apenas ferimentos leves e foi encaminhado ao hospital. Ao ser liberado, ele prestou depoimento 3ª Delegacia Distrital de João Pessoa, pagou fiança de R$ 1.500 e foi liberado. Atualmente, ele responde em liberdade pelo crime de triplo homicídio culposo e por lesões corporais de natureza grave.
 

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