Estilo de Marta Suplicy incomoda senadores

A atuação de Marta Suplicy (PT-SP) na vice-presidência do Senado já provoca ciúmes e incômodo em senadores da base aliada e da oposição.

Inflexível no controle do tempo dos discursos, áspera na forma como corta a palavra de alguns colegas e assídua nas substituições cada vez mais frequentes de José Sarney (PMDB-AP), Marta já é tema de conversas no cafezinho do Senado e comentários irônicos nas rodinhas de plenário.

No PMDB, os senadores combinaram de só chamá-la de presidente, já que, recentemente, ela defendeu o uso da forma "presidenta", como também prefere Dilma Rousseff. "Vamos falar presidente e fingir que nem entendemos nada", diz um peemedebista.

Um dos que mais demonstram o incômodo com o protagonismo da petista nesse início de legislatura é o tucano Aloysio Nunes Ferreira, seu adversário em São Paulo.

Há duas semanas, ele reclamou em seu perfil no Twitter que Marta exigia dos senadores "discursos em 140 caracteres", numa alusão ao limite de espaço do microblog.

Na terça-feira, os dois voltaram a trocar farpas na sessão.

"Estão pegando no pé dela. Mesmo quando ela é tolerante e afável fazem questão de reclamar", defende um companheiro de bancada do PT.

 

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