“Esquerda e universidades públicas gostam de maconha”, diz vereadora de João Pessoa

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A aprovação pela Assembleia Legislativa da Paraíba de um projeto instituindo 7 de maio como o Dia da Cannabis Sativa, numa iniciativa da deputada estadual Estela Bezerra (PSB), gerou uma reação de repúdio na Câmara da capital paraibana vinda da vereadora Eliza Virgínia (PP). Na tribuna da Casa, ela reclamou do projeto e disse que ele seria apenas uma desculpa para que muita gente falasse sobre a maconha.

“Eu não tenho problema nenhum com o uso medicinal da maconha, mas com um projeto desses, o que fica na cabeça do povo é a maconha. E se sabe que o pessoal de esquerda adora uma maconha. Não tem jeito. Vá para a universidade, vá para o CCHLA [ Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da UFPB de João Pessoa], vá para a Universidade Estadual da Paraíba em Guarabira que tem uma praçazinha inclusive sabe-se que tem comércio de drogas nas universidades públicas e não sei se tem também nas privadas. O que não podemos permitir é que aos poucos vá se ganhando espaço para descriminalizar as drogas. É o início de tudo. Então, acho um projeto como esse desnecessário e medíocre”, disse Eliza.

Assim como ela, a colega de parlamento municipal, Raissa Lacerda também criticou a iniciativa de Estela Bezerra, que havia também sido apresentada e aprovada anteriormente na Câmara pelo vereador Tibério Limeira (PSB). Presente no momento das críticas das parlamentares, ele disse que o discurso de ambas era medíocre.

“O que elas disseram foi de uma mediocridade sem tamanho. As duas vereadoras estavam fazendo gozação sobre um projeto que já foi aprovado nesta Casa por unanimidade no ano passado e cria o Dia de Visibilidade da Cannabis Sativa. Elas disseram que a esquerda gosta de ficar todo mundo doidão e eu disse que isso não é postura de parlamentar. Eu disse que elas fizessem essa gozação com as mães e pais de crianças com epilepsia, familiares de portadores de Parkinson, Alzheimer, câncer, ou pais de autistas, como eu, que se utilizam do extrato da cannabis para tratar essas doenças. O projeto dá visibilidade a uma planta que promove saúde”, argumentou Tibério.

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