Érico aponta irregularidades em plebiscito e avisa que vai “até o fim”

O empresário campinense Érico Feitosa, presidente do diretório municipal do PHS de Campina Grande, disse hoje ao Parlamentopb que vai até o fim na disputa interna com seu partido e também na Justiça para tentar reverter a composição firmada pelo diretório regional com a Coligação Paraíba Unida, encabeçada pelo governador José Maranhão (PMDB). Érico, que pretendia disputar o Governo, alega que o plebiscito realizado pela sigla em abril passado não teve seu resultado publicizado, como prevê o estatuto. Mesmo assim, ele declara ter informações de que sua postulação teria recebido o maior número de apoios, sendo, portanto, referendada a concorrer:

– Apenas três cidades responderam ao plebiscito. Eu venci em Campina Grande e posso provar. Em Bayeux, o presidente municipal me disse que eu também ganhei. Falta saber o resultado de João Pessoa, mas mesmo assim, tive o respaldo da maioria. Defendo que seja feita uma nova convenção ou então que seja reconhecida e publicada minha vitória.

Excluído do processo majoritário, Érico nega que tenha concordado em disputar um mandato para deputado federal, como foi dito pelo presidente do diretório estadual, Júlio Cézar Viana:

– Eu disse que, caso não conseguisse apoio ou o partido decidisse não ter candidato, se coligando na proporcional, apenas, poderia disputar um mandato a federal, mas não foi isso que aconteceu. O presidente distorceu minhas palavras. Eu só soube da convenção do PHS porque li na imprensa. Quando fui a João Pessoa para participar, não me deixaram nem falar. Sou delegado do partido e tenho direito a voz e voto. Só me permitiram votar. Nem reclamar eu pude. Diante dessa palhaçada, eu desisti mesmo de ser candidato.

A respeito de seu pedido para impugnar a coligação do PHS com a chapa de José Maranhão, o empresário explicou que não tem intenção de prejudicar o candidato do PMDB:

– Necessariamente, eu teria que contestar a Coligação Paraíba Unida porque foi com ela que o PHS se aliou irregularmente. Se fosse com Ricardo Coutinho, eu teria adotado a mesma providência. O que incomoda no diretório do PHS de Campina Grande é a nossa independência. Queremos, de fato, construir uma terceira via.

Feitosa também negou que tenha insistido em sua postulação como forma de obter espaço na mídia para a disputa de prefeito de Campina Grande em 2012. Ele também questionou a ameaça de intervenção feita pelo presidente regional do PHS:

– Não sou político profissional. Vivo da minha empresa e minha esposa é funcionária pública concursada. O que o presidente diz é pura falta de argumento. Se eu quisesse mídia, teria aceitado ser candidato a deputado federal. Quando disputei a prefeitura de Campina Grande gastei, com recursos próprios, R$ 11 mil. O PHS não me ajudou em nada. Agora, quando eu dei entrada numa ação para reverter a coligação do partido, o presidente anuncia um pedido de intervenção. É pura perseguição, mas estou tranquilo e tenho documentos que provam a regularidade do diretório de Campina Grande. Nessa batalha jurídica e na outra, pela retirada do PHS da Coligação Paraíba Unida, eu vou até o fim e tenho certeza que vencerei. Caso contrário, vou pedir que os documentos sejam periciados. Eu tenho provas do que estou dizendo.

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