Eletricitários protestam e Energisa enfatiza reajuste à categoria

Três diretores do Sindicato dos Eletricitários da Paraíba (Sindeletric-PB) iniciaram na tarde de ontem, uma greve de fome por tempo indeterminado. Drauzio Macedo, Pierre Augusto Melo e Jim Toreli estão protestando contra a diretoria da Energisa, concessionária de energia elétrica no Estado, e alegam que a companhia não avançou nas negociações pelo Acordo Coletivo da categoria. Eles estão na recepção da sede da empresa, no bairro do Cristo Redentor.

Hoje, a Energisa distribuiu uma nota à imprensa e disse desconhecer as razões do protesto. Segundo a empresa, o Acordo Coletivo de Trabalho foi celebrado com o Sindicato das Indústrias Urbanas da Paraíba, que representa os eletricitários do interior da Paraíba, e a categoria aceitou o reajuste proposto de 5,4%, índice superior à inflação do período, que foi de 5,1%.

Confira a íntegra da nota:

NOTA À IMPRENSA
 
A direção da Energisa Paraíba/Borborema informa que celebrou Acordo Coletivo de Trabalho com o Sindicato das Indústrias Urbanas da Paraíba (STIUPB), entidade que representa os eletricitários do interior da Paraíba. A categoria aceitou a proposta de reajuste salarial de 5,4% contra uma inflação de 5,1% no mesmo período. A correção foi baseada na variação do INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor – e representa 5,5% acima da inflação do período. Além da correção salarial, a Energisa reajustou o valor do vale-alimentação em 8,7%, passando de R$ 460,00 para R$ 500,00, e aumentou a gratificação eventual em 10%. O valor que, em 2009 foi de R$ 1.000,00, passou para R$ 1.100,00 pagos integralmente junto com o pagamento de novembro.

A mesma proposta foi recusada pelo Sindicato dos Eletricitários da Paraíba (Sindieletric), que representa a categoria baseada em João Pessoa. A Energisa entende que a atitude intransigente dos representantes de seus colaboradores prejudica a categoria lotada na Capital, já que não serão creditados, imediatamente, os ganhos do Acordo Coletivo.

A empresa informa ainda que desconhece os motivos do protesto de três sindicalistas iniciado na noite de ontem,  1º de dezembro, e repudia a forma arbitrária com que foi feita a ocupação da recepção da empresa.

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