Eleições dominam debate na Câmara e Hervázio se recusa a votar em Ricardo

Os debates hoje na Câmara Municipal de João Pessoa, um dia depois do vereador Sérgio da SAC cobrar mais trabalho da oposição, giraram em torno de Ricardo Coutinho e da eleição de 2010. Na tribuna, o líder de oposição, Hervázio Bezerra (PSDB), afirmou que ele e Marcos Vinícius (PSDB) não votarão no socialista "de jeito nenhum". Já a vereadora Raíssa Lacerda (DEM) provocada a dizer em que bloco estava, afirmou que é de oposição, por enquanto:

"Eu defendo a chapa que será vitoriosa: a de Ricardo Coutinho, Cássio Cunha Lima e Efraim Morais. Eu sou pioneira na defesa dessa chapa e não escondo isso de ninguém. Fiquei triste porque o ex-governador Cássio Cunha Lima ainda não divulgou seu apoio a Ricardo. Eu me considero de oposição, mas só não aderi porque o presidente de meu partido, Efraim Morais, ainda não me liberou para isso. Estou toda de laranja hoje em homenagem a Ricardo Coutinho", declarou a vereadora Raíssa Lacerda.

O líder de situação, Tavinho Santos (PTB), aparteou o pronunciamento de Hervázio para dizer que não havia um trabalho mais efetivo de oposição porque a administração de Ricardo Coutinho era operosa e não deixava brechas para as críticas.

Outro momento de debate acalorado foi quando Raíssa Lacerda apresentou um voto de aplauso ao prefeito Ricardo Coutinho por causa do prêmio Rodrigo de Melo Franco, ofertado ontem à capital paraibana pela conservação do Patrimônio Histórico. Hervázio se recusou a votar:

"Todos nós passamos pelo Viaduto Damásio Franca e lá tem uma placa para conclusão da obra e o prazo não foi obedecido. Que respeito é esse pelo patrimônio histórico? Eu não voto nesse requerimento, me abstenho para não entrar em confronto com sua iniciativa tão nobre".

Em sua fala, Raíssa Lacerda fez críticas ao governador José Maranhão (PMDB) e classificou-o de governador biônico. O vereador Mangueira (PMDB), que presidia a sessão, reclamou: "Ele não é biônico, não. Se ele está no poder é porque a Justiça, os membros do TSE assim decidiram por causa dos erros do governador anterior. Ele teve quase um milhão de votos".

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