Eleição no PT deve definir apoio ao Governo do Estado em 2010

A eleição nos diretórios do PT na Paraíba será uma prévia para indicar a tendência de apoio do partido ao candidato a ser apoiado pela legenda nas eleições estaduais de 2010. Quem levar maior número de diretórios ou mesmo o maior peso de eleitorado ficará com musculatura para encaminhar um dos dois nomes postos em discussão no partido: o governador José Maranhão (PMDB) ou o prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB).

A opinião é do candidato à presidência do diretório municipal de João Pessoa, Antônio Barbosa, que entende que esse processo será um grande desafio de unidade que o PT paraibano terá que enfrentar, seja qual for o resultado. A candidatura de Barbosa será colocada à frente contra Nelson Lira – da mesma tendência política – e de Fernando Lopes e Almir Nóbrega, que são apoiados pelo vice-governador Luciano Cartaxo e o deputado estadual Rodrigo Soares.

Segundo Barbosa, a conquista do diretório pessoense será de fundamental importância tanto para Maranhão como para Ricardo, “pelo peso eleitoral do diretório”, que representa um quarto da força política do partido no Estado. “Sem dúvida a vitória dará força singular a qualquer grupo para interferir diretamente na discussão de apoio a uma candidatura ao Governo do Estado”, disse o petista. “A base do PT no interior tenderá a seguir os encaminhamentos do diretório da capital”, avalia.

A chapa de Barbosa apoia a candidatura do deputado federal Luiz Couto à presidência do PT na Paraíba – que foi lançada hoje -, tendendo a um possível apoio da legenda à candidatura do prefeito Ricardo Coutinho, em 2010. Barbosa avalia que o resultado das eleições nos diretórios também terá reflexo dentro da legenda, havendo a possibilidade de racha. Ele acredita, no entanto, na possibilidade de uma unificação em torno da candidatura da ministra Dilma Rousseff para a presidência da República, o que fará com que o partido discuta uma linha de unidade nas próximas eleições.

“Alguns setores do PT paraibano poderão resistir a uma mudança de posição em caso de vitória de qualquer um dos candidatos aos diretórios, mas quem perder deverá baixar a guarda e esfriar os ânimos para que se pense no partido como num todo em torno da candidatura da ministra Dilma”, afirma Barbosa. “Teremos que aprofundar os debates nesse sentido e discutir no âmbito das ideias o que será melhor para o nosso partido”, propôs o petista. 

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