Efraim responde a Lula sobre DEM e defende acordo para Bolsa Família

O senador Efraim Morais (DEM) foi o último entrevistado da série promovida pela Rede Paraíba Sat com os candidatos ao Senado pela Paraíba. Hoje à tarde, ele falou de diversos assuntos, como a apática campanha do preidenciável José Serra (PSDB) na Paraíba e negou que ele e o tucano Cássio Cunha Lima tenham feito defesa tímida ou envergonhada do ex-governador de São Paulo:

– O senador Cícero Lucena é um coordenador nacional e deveria ter a responsabilidade de fazê-la ter um avanço na Paraíba. A minha parte e a de Cássio Cunha Lima foi feita. Nos palanques, essa campanha existe. Nós pedimos votos para José Serra porque achamos que ele é o mais preparado para governar o Brasil. Sabemos que existe com Cícero Lucena divergências profundas entre ele e Ricardo Coutinho. É questão de foro íntimo. A missão que ele recebeu de coordenar nacionalmente a campanha de Serra o afastou da Paraíba.

Como os apresentadores insistiram, citando que adesivos espalhados pela Paraíba atrelam o voto de Cícero à candidatura de Maranhão, em frases que dizem "Eu voto em quem Cícero QuinZÉ", Efraim declarou:

– Isso não partiu de Cícero, mas do próprio governador.

Na entrevista, o senador democrata ainda comentou o recente discurso feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Santa Catarina, onde o petista disse que o DEM  deveria ser extirpado. Para Efraim, a declaração "só pode ser um arroubo eleitoral" decorrente da irritação de Lula com a liderança do DEM para o governo catarinense, com Raimundo Colombo :

– Não posso esperar uma posição dessas de alguém que se diz defensor da democracia. Ele deve ter dito isso porque um candidato do meu partido lidera em Santa Catarina. A candidata do PT, Ideli Salvatti está em terceiro ou quarto. Ele disse isso por causa do local ou do momento. Tomara que tenha sido um arroubo de palanque eleitoral. Se ele realmente pensa isso, ele fica igual ao Hugo Chavez, como se o Brasil fosse uma Venezuela. Me preocupa o Plano de Direitos Humanos. Ele quer liberar o aborto até o nono mês, entre outros absurdos. Isso põe em risco o direito de livre expressão e a democracia.

Candidato à reeleição, Efraim negou que tenha sido uma pedra no sapato do governo federal e tentou justificar sua proposta de criar um 13º para o Bolsa Família:

– Se observarmos o governo de Lula, o forte foi o social. Foi com o Bolsa Família que ele se fortaleceu em todo o país. Eu entendo que é um programa para quem mais precisa e pensei em aperfeiçoá-lo, criando a perspectiva do 13º para os beneficiários. Esse projeto foi aprovado no dia 21 de novembro de 2006. Vai completar 4 anos que está na Câmara dos Deputados. Vital Filho e Wilson Santiago são deputados e não moveram uma única palha para aprova-lo. Vital comprova que é contra quando diz que é inconstitucional. Não há inconstitucionalidade. Quem tem mais experiência no Congresso sabe que isso depende de bom entendimento entre as lideranças. A maioria da Câmara está sob o controle do governo. Eles não votam porque não querem. Se preocupam em grandes obras, para que construtoras possam atuar e financiar, depois, campanhas públicas.

Fantasmas – A denúncia feita contra o senador democrata de empregar duas estudantes como servidoras fantasmas em seu gabinete, em Brasília, também foi abordada na entrevista. Carros de som com áudio da reportagem da Rede Globo sobre o assunto circularam no final de semana em Campina Grande. Segundo Efraim, seus adversários teriam utilizado esse tema porque sua candidatura estaria sendo melhor recebida na Rainha da Borborema:

– Nossa candidatura cresceu em Campina Grande. O voto começou a ser colado. Cássio me puxa. Isso apavora os adversários e leva-os ao desespero. Não tenho um único processo contra mim. Há denúncias, como essa das servidoras. De 10 anos para cá, eu ocupei a presidência da Câmara dos Deputados. Dei posse a Lula. Depois, fui 1º secretário do Senado. Se tivesse alguma coisa contra mim, eu já estaria no Conselho de Ética. O senado teria me mandado para Casa. Nem mesmo o PSOL pediu que eu fosse ao Conselho de Ética. São denúncias vazias. Não tenho que mexer muito no meu gabinete. Eu fiz o que devia fazer. A primeira decisão foi pedir a exoneração das duas funcionárias. Ajo consciente. Tudo está sendo investigado e nada liga qualquer erro a mim. Não tenho medo e por isso coloquei meu CPF no guia eleitoral. Desafio meus adversários a fazer o mesmo.

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