Efraim Filho defende continuidade da expansão das escolas técnica

O deputado federal Efraim Filho (DEM-PB) defendeu nesta sexta-feira (4) a expansão do ensino técnico em cursos de curta duração, como forma de erradicar a miséria e a pobreza, além de melhorar as condições de vida de muitos brasileiros que hoje se encontram fora do mercado de trabalho devido à falta de qualificação.

-Estamos preocupados com as medidas de contenção adotadas pelo governo nesses dois meses, esperamos que a expansão do ensino técnico que vinha acontecendo mesmo de forma precária, não pare. O que precisamos é dar mais qualidade a essa expansão e ampliá-la-. afirmou Efraim Filho

"Temos dois enfoques no ensino. O Brasil precisa de mão de obra com formação de nível médio profissionalizante, há uma carência muito grande, por outro lado, é preciso expandir o ensino universitário no país", disse.

Segundo ele, apenas 11% da população tem acesso ao ensino superior, se comparando com países do merco Sul, onde a taxa é de 30% da população. "A meta brasileira nos últimos anos era chegar nos 30%, mas chegou apenas a 11%, e por isso é preciso expandir o ensino superior, além de mão de obra de ensino médio", destacou Efraim filho

– Vivemos num mundo globalizado e é preciso que hoje, desde o ensino fundamental, a gente tenha, além do Português, a opção de uma, duas línguas ou mais. Isso é perfeitamente possível hoje especialmente com a expansão de banda larga, com a expansão de tecnologia e com o crescimento do número de profissionais nessa área – afirmou.

Efraim Filho disse que o governo precisa garantir condições de profissionalização para a classe trabalhadora, a partir da criação de cursos direcionados às pessoas que, a exemplo de pedreiros, eletricistas e assentadores de piso, atuam hoje em projetos do governo na área de construção civil, como o Minha Casa, Minha Vida, ou mesmo o Luz para Todos.

– É preciso que a rede pública também possa se voltar para isso. São pessoas que, ou têm uma escolaridade baixa e estão desempregadas, ou que concluíram o seu ensino fundamental, o seu ensino médio e que não têm nenhuma profissão, e que precisamos abrir cada vez mais oportunidades para fazerem um curso – afirmou Efraim Filho, lembrando que muitos desses trabalhadores poderiam ser qualificados para atuar em projetos de fruticultura irrigada existentes no Nordeste, entre outros.
 

Comentários

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.