Dutra dá carta branca a dissidentes do PT e admite dois palanques para Dilma

O deputado federal Luiz Couto (PT) revelou hoje ao Parlamentopb o teor da conversa que teve com o presidente nacional de seu partido, José Eduardo Dutra, na última quarta-feira, em Brasília. Couto, que foi buscar de Dutra a solidariedade aos dissidentes paraibanos, que rejeitam o apoio a José Maranhão (PMDB), ouviu dele uma sondagem para compor a chapa do peemedebista, na condição de senador. A resposta foi um taxativo não, ao que o presidente respondeu:

– Ok. Não se fala mais nesse assunto!

A partir daí, a conversa seguiu pela contestação que Luiz Couto e seu grupo fazem à tese de reeleição de José Maranhão. O deputado expôs seus motivos para rejeitar a aliança já anunciada pelo partido com o PMDB e mostrou sua preocupação com ameaças de "enquadramento" feitas por partidários ligados a Rodrigo Soares por causa de seu posicionamento pró-Ricardo Coutinho.

– Dutra disse que não haverá qualquer enquadramento e que não há problema algum em nosso posicionamento, já que na Paraíba, tanto Ricardo quanto Maranhão apoiam Dilma. Para o PT, esse projeto, de eleger Dilma, é maior que qualquer outro. Além disso, também é prioridade a eleição de representantes do PT no Congresso Nacional e o presidente reforçou o desejo do partido de ver nosso mandato renovado – disse Couto.

Segundo ele, José Eduardo Dutra também revelou ter celebrado um acordo com Eduardo Campos, presidente do PSB, tratando da presença na Paraíba da pré-candidata petista à presidência:

– Eles acertaram que se a agenda contemplar a vinda de Dilma à Paraíba, ela estará nos dois palanques, já que Ricardo Coutinho e José Maranhão a apoiam. Isto já é certo – comentou Couto.

O presidente nacional do PT, contudo, não acenou com a possibilidade de rever o apoio do partido à pré-candidatura de José Maranhão e disse que a decisão sobre a política de alianças da legenda na Paraíba depende dos encaminhamentos dados no próprio Estado e que caberia ao novo encontro estadual, agendado para 12 de junho, votar que atitude os petistas tomarão em relação às eleições de outubro.

 

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