Dom Aldo revela admiração por Ricardo e critica padres artistas

O arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, admitiu que admira e tem grandes expectativas em relação ao governador eleito e diplomado da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), cuja gestão começa no dia 1º de janeiro de 2011. Em entrevista ao programa Bastidores, apresentado pelo Padre Albeni na TV Master, o religioso disse que a Igreja Católica está disposta a colaborar com a administração do socialista e fez elogios ao trabalho de Ricardo enquanto prefeito da capital paraibana:

– Esperamos muito ao mesmo tempo que nos oferecemos como préstimos na democracia participativa. A cidadania deve ser uma materialização dos nossos desejos. Não é só esperar e colocar a responsabilidade nos ombros de um homem ou de sua equipe. Em João Pessoa, o nosso governador, enquanto prefeito, escancarou canais participativos, queremos esses canais para poder participar de um governo bem maior que é o Governo do Estado. Eu e a população esperamos muito e queremos ser envolvidos e cobrados. Não é honesto, sinceramente, apenas cobrar das autoridades. Temos que ficar por dentro das regras do jogo. Quão difícil é na Paraíba, que o governador novo vai pegar, a questão financeira. Onde vamos arrumar dinheiro para investir pesado em tantas potencialidades que temos, mas que sem investimentos continuaremos com a pecha de um estado pobre. A Paraíba não é pobre, mas está empobrecida. Aí, vem um homem de visão e eu sou muito franco de dizer que admiro profundamente Ricardo Coutinho pelo modo que ele gerencia a coisa pública. Ele coloca metas, faz planejamento estratégico e estrutural, estabelecendo resultados. Se os técnicos darão conta desses resultados, ótimo. Não dando, há outros que possam fazer isso. Acredito que nos primeiros tempos tenhamos que fazer economia de guerra, sacrificada. Mas, quem planeja e sabe sacrificar-se terá um futuro melhor garantido. Quem improvisa, quem apaga fogo, um improvisador, vai ficar com a sina do destino.

Na entrevista, Dom Aldo ainda falou sobre as acusações de pedofilia envolvendo a Igreja Católica e elogiou a postura do Papa Bento XVI. Para ele, o comandante do catolicismo tomou providências enérgicas contra os padres pedófilos e exortou as autoridades eclesiais a evitarem a omissão. Para Dom Aldo, os pedófilos não são apenas criminosos, mas doentes.

Finalmente, o arcebispo criticou os padres artistas e disse que o tipo de público atraído por eles não tem, normalmente, compromisso com os ideais de Jesus Cristo:

– Eu critico o ato de se fazer do evangelho um show. Há tempos, a igreja tinha entrado em temáticas sociais e com um viés um tanto esquerdista. De um tempo para cá, a igreja entrou nessa questão de padres cantores, artistas. O que se tem que levar é o compromisso. Corremos o risco de ficar no emotivo-show e no "oba-oba". Como atrelar a emotividade? E depois? Esse ganho de um compromisso sistemático, do itinerário de obras… a fé sem obras é morta. Cadê os jovens no Projeto Rondon?

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