Dom Aldo optou por silêncio e diz que foi usado por grupos políticos

O arcebispo da Paraíba, Dom Aldo di Cillo Pagotto, explicou hoje sua opção por estar fora da mídia nos últimos meses. Segundo o religioso, o silêncio se deu para evitar que suas entrevistas fossem distorcidas e gerassem interpretações políticas diferentes da que ele desejava externar. Dom Aldo acrescentou que estava acostumado a participar das discussões políticas no Ceará, onde atuou antes de ser transferido, mas disse que na Paraíba, se deu mal:

"Lá, a presença da Igreja sempre foi muito apreciada. Para mim, isso sempre foi normal. Eu sou uma pessoa muito ingênua. Minha ingenuidade é uma coisa incrível. Penso que todo mundo é bom e tem retidão de consciência para colaborar com o crescimento do Estado. Aqui, eu me dei mal. Acredito que fui usado por uma parte ou por outra parte e isto não é o meu caráter. Não gosto de ver as pessoas brigando entre si ou usar meu nome para justificar tendências. Tudo o que eu quero é que a Paraíba cresça", declarou ele.

Dom Aldo preferiu se resguardar dos holofotes midiáticos depois da mudança de Governo na Paraíba, quando Cássio Cunha Lima (PSDB) foi cassado e sucedido por José Maranhão (PMDB). Na época, a presença do religioso na entrevista coletiva que o ex-governador concedeu, criticando a decisão do TSE, foi polêmica. Apesar dele dizer que tinha amizade pelo tucano e sua família, o episódio foi interpretado por setores da imprensa como indício de partidarização do Arcebispo. Em seguida, uma série de manchetes negativas no jornal Correio da Paraíba teriam contribuído para que Dom Aldo evitasse a imprensa.

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