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Dom Aldo diz que PT representa “cultura de morte” no Brasil

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O arcebispo da Paraíba, Dom Aldo di Cillo Pagotto, tem tudo para estar no centro de uma nova polêmica. Um vídeo publicado ontem no You Tube e aparentemente gravado com o consentimento do religioso, mostra um discurso veemente contra o aborto e também contra a eutanásia. Dom Aldo afirma que há "um trabalho internacional calculado e planejado que pretende modificar radicalmente as concepções do cristianismo" e diz que no Brasil o PT teria estimulado esse movimento, adotando a "Cultura de morte".

Dom Aldo afirma que a legalização do aborto em qualquer estágio da gravidez é entidade como um direito humano para o PT, mas que constitui um crime inaceitável para a Igreja Católica: "Isso é no mínimo uma chicana, uma enganação, uma controvérsia inaceitável, intolerável". Ele prossegue dizendo que o estatuto do partido exige que todos os candidatos aceitem as normas defendidas pelo PT e que a descriminalização do aborto é parte do programa de governo petista, segundo acordo que teria sido firmado perante a Comissão de Direitos Humanos da ONU em 2005.

Leia trechos do pronunciamento do Arcebispo da Paraíba.

– O alerta recai sobre a gravidade do momento presente que vivemos. A humanidade tem assistido nas últimas décadas a um trabalho internacional calculado e planejado que pretende modificar radicalmente as concepções do cristianismo no tocante ao papel da família, da vida humana e da ética, pilar fundamental para a revolução da civilização que construimos. Os conceitos de vida e de dignidade da vida humana estão ameaçados no mundo de hoje como nunca se viu. Há países onde o aborto está legalizado durante todos os nove meses de gestação. A ONU, vendo já suficientemente arraigada a cultura do aborto pretende reconhece-lo não como um mal menor a ser condenado, mas como um direito humano a ser promovido. Aqui está o veneno. (…) Os sumos pontífices mais recentes, sem exceção, têm chamado isso de cultura de morte. A cultura de morte começou a ser introduzida sistematicamente no nosso país a partir dos anos 80 e no início da década de 90 graças ao financiamento maciço de grandes fundações internacionais bem conhecidas e já denunciadas em amplas documentações. Em 2003, encontrou respaldo no Partido dos Trabalhadores que neste ano havia alcançado o poder, seu principal aliado. Desde que chegou ao poder, o PT assumiu como projeto de governo a completa legalização do aborto no Brasil. o partido não assumiu escondeu sua agenda antes. Paradoxalmente, passou a negar com insistência o que fazia publicamente. Mesmo diante de todas as evidências ao contrário. O povo brasileiro maciçamente é contrário ao aborto. Ao longo desses anos, isto se repetiu várias vezes. Pode-se concluir que para este partido esta atitude pró-aborto não é um mal entendido, não é um equívoco, nem uma fraqueza, nem é um vício nem um erro de percurso, mas constitui a própria estratégia para implantar a cultura de morte no Brasil. Desde o início de seu mandato, o atual governo considerou a completa legalização do aborto como seu programa de governo. Em 2005, nosso governo se comprometeu perante o comitê de Direitos Humanos da ONU a discriminalizar o aborto no país, para em seguida reconhecer perante o comitê da ONU o aborto como um direito humano. Insistentemente se fala do aborto como um direito. Isso é no mínimo uma chicana, uma enganação, uma controvérsia inaceitável, intolerável. O direito à vida e à família é irrenunciável para nós humanistas e cristãos. No dia 8 de agosto de 2005, o presidente negou todas essas acusações enviando à CNBB uma carta assinada pelo próprio punho e publicada por toda imprensa, em que ele negava, jurando pela fé que havia recebido de sua mãe, que tivesse qualquer intenção de legalizar o aborto no paí. Os fatos desmentiram as palavras do presidente quanto o governo encaminhou à Câmara dos Deputados o projeto de lei que pretendia legalizar o aborto durante todos os nove meses de gravidez, tornando-o completamente livre por qualquer motivo da concepção até o momento do parte. A redação do projeto já era ela própria outra desonestidade à parte. O primeiro artigo dizia que o aborto seria um direito da mulher durante os três primeiros meses da gestação, mas o último artigo suprimia todos os dispositivos do Código Penal, que tipificavam o aborto como crime de modo que a prática, na verdade, passaria a ser permitida em todos os momentos. A desonestidade quase alcançou seu objetivo. Segundo testemunhas presentes à Câmara,  O engodo foi descoberto pelos deputados somente dez minutos antes da votação e por mero acaso. Chamaríamos de providência. Até aquele momento os parlamentares estavam certos de que estariam votando a legalização do aborto apenas nos primeiros meses da gestação . Se esse projeto ainda não foi aprovado deve-se à oposição liderada por alguns deputados do próprio PT. Por isso, em 2007, o partido aprovou a resolução de que seu programa de governo deveria incluir a completa legalização do aborto no Brasil. Neste mesmo ano, o PT aprovou um novo estatuto que exigia, como requisito para ser candidato pelo PT, a concordância com as normas e resoluções partidárias, entre as quais a da legalização do aborto.

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