Dilma diz que nada garante que real não vai desvalorizar

 A presidente Dilma Rousseff afirmou em entrevista a jornais argentinos que nada pode garantir que não haverá uma desvalorização do real.

 
"Por isso, os organismos multilaterais são tão importantes para discutir esta questão: é imprescindível que haja uma responsabilidade dos países desenvolvidos nesta questão", disse a presidente, que visita amanhã a Argentina na sua primeira viagem internacional.
 
Dilma foi questionada sobre o temor do país vizinho de uma eventual desvalorização do real.
 
"Nos últimos tempos temos conseguido manter o dólar dentro da margem de flutuação. Ou seja, não temos um derretimento, como se diz por aí."
 
Segundo a presidente, todos os países emergentes sofrem as consequências da política de desvalorização das grandes economias.
 
"Nossa posição no G20 deve ser de reagir a essa política de desvalorização que sempre levou o mundo a situações complicadas", afirmou a presidente para jornalistas do "Clarín", "La Nación" e "Página 12".
 
Ela ainda defendeu o cumprimento dos contratos. "No governo anterior ao que participei, nós tínhamos contratos com os quais discordávamos, mas temos os mantido porque isso implica em respeitar a institucionalidade do país. Muitos desses contratos vencem e poderemos mudar, é o método mais eficaz."
 
RELAÇÃO ESTRATÉGICA
 
A presidente também defendeu uma relação estratégica com a Argentina. Para ela, esse relacionamento deve ser no sentido de fortalecer a Unasul e o Mercosul.
 
Na viagem de um dia, Dilma vai assinar com a presidente argentina Cristina Kirchner um projeto conjunto para a construção de dois reatores de pesquisa nuclear.
 
"Com a Argentina queremos uma sociedade na área de tecnologia e inovação, uma sociedade no uso da tecnologia nuclear para fins pacíficos."
 
Sobre as tensões entre o Brasil e os Estados Unidos por conta da questão iraniana, Dilma indicou que o caso é página virada.
 
"Tivemos uma boa experiência nos últimos anos [com os EUA] e também tivemos diferenças de opinião. Mas, o que importa é perceber que esta é uma sociedade que tem um horizonte de desenvolvimento muito grande", disse.
 
 
Folha Online
 

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