Diário publica na segunda resultado da habilitação documental para licitação

O resultado da primeira fase da licitação para escolher as empresas responsáveis pela publicidade do Governo Maranhão III só será conhecido na próxima segunda-feira, 17. Das 9h às 14h de hoje, as agências de publicidade interessadas em disputar os oito lotes da licitação puderam apresentar a documentação pedida. Ao todo, 25 empresas, das quais 19 paraibanas, se habilitaram para concorrer a gerir os R$ 16,6 milhões disponíveis para o setor este ano. A disputa está entre RPG, Antares, Miranda, Signo, Oficina de Propaganda, Criare, 9idea, Tag, Zag, Faz, GCA, Takes, Arte Final, Real Comunicação, Dádiva, JTP Publicidade, 3 Comunicação, Sin Comunicação e Ação. Há ainda as pernambucanas Makplan, Level e Plano B, a alagoana Sotaque, a baiana Duda Mendonça e a paulista De Brito.

Pela manhã, representantes de três agências questionaram a regularidade documental das concorrentes. Foi alegado que a Sin Comunicação não teria apresentado o carimbo da Junta Comercial na documentação entregue; Quando à Miranda, foi dito que a empresa não teria levado o contrato social e ainda que a Faz não teria comprovado liquidez.

Depois da publicação do resultada da primeira fase no Diário Oficial, a licitação tem ainda um prazo para a apresentação de recursos, que podem ser interpostos em cinco dias. Na segunda etapa, será feita uma análise técnica dos briefings entregues para cada um dos lotes, além de verificar-se o histório de campanhas executadas por cada uma das empresas. Finalmente, a terceira parte é a análise do preço sugerido por cada agência para a execução do serviço.

Concorrência – O publicitário Lucas Sales, presidente do capítulo paraibano da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) disse que essa foi a licitação mais concorrida da história da publicidade do Estado. Ele, contudo, afirmou que os paraibanos não temem a presença das agências de fora, a exemplo da Duda Mendonça: "Os profissionais paraibanos são altamente qualificados. Hoje, não existe mais concentração de conhecimento. A tecnologia tornou possível a democratização das técnicas e das informações. Sou contra a reserva de mercado. Acho que os paraibanos deviam concorrer mais em licitações fora do Estado, também. Temos plenas condições de brigar, de igual para igual", resumiu.

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