Dia Mundial da Água: Lucas salienta problemas na PB e lamenta reajustes na tarifa

Dia Mundial da Água foi lembrado pelo vereador Lucas de Brito (Livres) na sessão ordinária desta quinta-feira (22) na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), mas o parlamentar elencou os motivos pelos quais considera que a Paraíba tem pouco a comemorar. Entre eles, o anúncio feito pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) de mais um reajuste no serviço de distribuição do Estado.
Precisamos fazer a reflexão se há o que comemorar neste dia, quando nos deparamos com o fato de que a Agência de Regulação do Estado da Paraíba, pelo terceiro ano consecutivo autoriza aumentos na tarifa de água aqui no Estado”, disse. O vereador salientou que, em 2016, o aumento foi de 21,7%, seguido por outro de 12,39% no ano seguinte. “Nós não tivemos um inflação com esses valores, mas os paraibanos viram sua conta de água aumentar acima dos índices inflacionários. Em 2018, um novo reajuste, infelizmente”, lamentou Lucas.
Para este ano, a conta deve subir mais 2,9%, aplicado no período de trinta dias. O parlamentar lembrou que a Cagepa realiza os serviços de distribuição, mas que não está isenta dos problemas que atingem à população. No mês de fevereiro, cerca de 40 mil litros de soda cáustica (hidróxido de sódio) vazaram para o Rio Gramame proveniente de uma Estação de Tratamento de Água da empresa.
Os reflexos desse vazamento na qualidade da água repercutiram nos municípios de João pessoa e do Conde. Éimportante enfatizar que o Rio Gramame é a principal fonte de abastecimento de água da região metropolitana de João Pessoa”, salientou.
Outra crítica de Lucas de Brito foi em relação ao projeto paraibano para transposição do Rio São Francisco. O vereador avaliou que é preciso fazer uma reflexão que, embora a transposição das águas do São Francisco tenha se tornado uma realidade, o Estado foi ineficiente na preparação para recepcionar o projeto. “O Ministério Público Federal tem instaurado inquéritos civis públicos para apurar a responsabilidade pela incapacidade do Estado da Paraíba para recepcionar e distribuir as águas do Rio já transpostas”, finalizou.

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