Deputado propõe comissão para apurar tragédia do Róger

O deputado Romero Rodrigues defendeu hoje que a Assembleia Legislativa da Paraíba constitua de imediato uma comissão de parlamentares e convide a Ordem dos Advogados da Paraíba, Comissão de Direitos Humanos, Ministério Público Estadual e Imprensa, no sentido de levantar as atuais condições em que se encontra o Presídio do Róger em João Pessoa e as razões que levaram à tragédia que aconteceu na manhã de hoje na capital paraibana.
 
Foi deflagrada uma revolta dos apenados que começou no Pavilhão “3” onde foram queimados vários colchões. Os detentos mais atingidos foram os deste setor, pois não conseguiram sair a tempo das chamas se espalharem. Segundo informações, 59 detentos feridos foram encaminhados para o Hospital de Trauma “Humberto Lucena”. Os agentes penitenciários tiveram que quebrar as paredes do pavilhão para salvar os presos. Foram registradas até agora cerca de cinco mortes.
 
Ele defende, também, que  a comissão apure não apenas o caso do Róger em particular, mas de toda a rede de presídios da Paraíba, no sentido de levantar os problemas e apurar toda a situação, que ele entende ser muito grave e preocupante.
 
Romero diz que tomou conhecimento de depoimentos de vários familiares de presos, através de emissoras de rádio da capital do Estado, de que os mesmos estariam sendo vítimas de maus tratos e falta de alimentos e produtos de higiene pessoal. 
 
O parlamentar disse que, inclusive, teme que a Paraíba se torne um novo Rio de Janeiro, com o registro de violência incontrolada que tem sido manchetes no mundo inteiro. Lembra, igualmente, o episódio grave como no Carandiru, em São Paulo, quando aconteceu a morte de 111 presos, no episódio que ficou conhecido como o “Massacre do Carandiru”.
 
Destacou que a Paraíba está “bastante preocupada com os índices de violência que têm se registrado nos últimos dias, com assaltos a agências bancárias, assassinatos, seqüestros, atentados à vida humana, e toda a sorte de crimes, enquanto que o Governo do Estado se mostra sem condições de garantir à segurança e à paz à sociedade, que está assustada com a criminalidade que tem aumentado consideravelmente”. 

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