Deputado paraibano sugere que Moro e procuradores sejam presos no lugar de Lula

Em um pronunciamento inflamado, o deputado estadual Jeová Campos (PSB-PB) defendeu nesta terça-feira, 1º de outubro, que o ministro Sergio Moro e os procuradores da Lava Jato sejam presos no lugar do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O parlamentar leu a carta de Lula contra sua ida ao regime semiaberto. “Um juiz completamente parcial em conluio com uma gangue de procuradores inventaram todo tipo de trapaças e mentiras para tirar Lula das eleições e dar esse golpe que envergonha o Brasil. O país precisa se reencontrar e isso passa pela liberdade do presidente Lula e pela justiça imparcial. E quem tem que ir para o lugar de Lula é Sergio Moro e os procuradores que formaram uma gangue no aparelho da Justiça”, disse ele.

O documento escrito por Luiz Inácio Lula da Silva foi lido pelo advogado Cristiano Zanin Martins nesta segunda-feira, 30, em frente à Superintendência da Polícia Federal de Curitiba.

Lula diz esperar que o Supremo Tribunal Federal (STF) corrija a falta de independência e falta de imparcialidade do ex-juiz Sérgio Moro, que o condenou no caso tríplex. Confira a íntegra do texto:

O ex-presidente é mantido preso há 541 dias.

Ao Povo Brasileiro

Não troco minha dignidade pela minha Liberdade.

Tudo que os procuradores da Lava Jato realmente deveriam fazer é pedir desculpas ao Povo Brasileiro, aos milhões de desempregados e à minha família, pelo mal que fizeram à Democracia, à Justiça e ao País.

Quero que saibam que não aceito barganhas meus direitos e minha liberdade.

Já demonstrei qu esão falsas as acusações que me fizeram. São eles e não eu que estão presos às mentiras que contaram ao Brasil e ao Mundo.

Diante das arbitrariedades cometidas pelos Procuradores e por Sérgio Moro, cabe agora à Suprema Corte corrigir o que está errado, parque haja Justiça independente e imparcial. Como é devido a todo cidadão.

Tenho plena consciência das decisões que tomei nesse processo e não descansarei enquanto a verdade e a justiça não voltarem a prevalecer.

Curitiba 30/09

 

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